Quem não é ligado em Franz Kafka não entende o poder da frase acima. No mundinho da filosofia, Kafka é uma espécie de santo. Vivia uma vida burocrática enquanto negligenciava qualquer coisa mundana e dedicava sua vida a escrever. E escrever coisas que nunca viriam a ser publicadas em vida. Antes de morrer pediu a seu amigo, Max Brod que queimasse todos seus escritos. Bem, todos sabemos o que Brod fez. E sem sombra de dúvidas, Kafka é uma marca poderosa na literatura.
Mas o que muitos pesquisadores nunca revelaram e James Hawes traz à tona, é que nosso santo literário era uma figura humana, como todos nós. Entre sua coleção de pornografia há lugar para todo tipo de fetiche. Passando por animais fazendo felação, até ação entre garotas. E nós estamos falando de algo nas duas primeiras décadas do século anterior. Pois é, pornografia sempre esteve por aí, a internet só tornou seu acesso mais fácil.
Kafka deixava sua coleção de pornografia em um diário chamado “The Amethyst/Opals” e ele guardava em um local trancado. Sempre levando as chaves consigo. O que me leva a pensar se no momento em que disse a Brod para queimar e sumir com toda sua obra ele não visse nesse gesto uma forma de apagar a existência do “The Amethyst/Opals”. Só especulando.
Para saber mais: Franz Kafka’s porn brought out of the closet

crédito: kamil.szewczyk











