Posts com a Tag ‘magia’

O Zen do Linux

domingo, 19 de abril de 2009

Ninguém mais notou?

O Tux é o Buda dos computadores. Mais uma divindade para os caoístas.

Observação: esta é a postagem de número 1001 deste blog. Isso tem um Significado Oculto. Tentem descobrir. :)

Zensider

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Outro dia eu ouvi um cara chamado Edvaldo Santana e gostei muito. Comecei a perguntar pro povo quem conhecia ele, e raramente encontrei uma resposta positiva. Seja como for, ele é um exemplo perfeito de antropofagia; o nome do disco, Blues Caboclo, já denuncia.

Mas eu vim aqui pra chamar atenção pra letra de uma das músicas, chamada Zensider. Deem uma olhada, e depois vamos comentar de forma mais incisiva.

Aprenda a costurar
As suas próprias roupas
Quando as flores
Forem poucas

Quando a brisa do inverno
Varrer sua casa
Aprenda a voar
Com as suas próprias asas

Em caso de cansaço
Sente-se
Como um tigre
Imóvel
Ao relento
Atento
Ao soprar do vento

Pode ser
Aconteça
Uma flor de lótus
Floresça
Na lama dos seus olhos

(quem usa Real Player pode tentar ouvir a música neste link)

Belíssima letra. Mas, como eu gosto de magia, simbologia, & essa Coisa Toda, eu vi coisas ali que, até agora, ninguém mais parece ter visto. A começar pelo título.  Zensider: provavelmente um neologismo em inglês, parecido com a palavra insider, no sentido de ‘‘alguém que tá por dentro’’. Logo, zensider seria não aquele que está zen, mas que compreende o zen, que é zen.

Vamos nos aprofundar um pouco no termo zen. Ele faz referência ao zen-budismo cuja característica mais marcante, para mim, é o nonsense dos koans – pequenas histórias aparentemente sem sentido (ou realmente sem sentido) que buscam ilustrar conceitos do zen-budismo, pra por a coisa de maneira bem (muito, aliás) simplória. No budismo há uma figura Muito Bonita, que é a Lótus de Mil Pétalas, figura para a ‘‘Iluminação’’. O ‘‘Desabrochar da Lótus de Mil Pétalas’’ é a iluminação.

A Lótus é uma flor singular. A semente pode esperar cinco mil anos (isso mesmo) pelas condições necessárias para brotar; a flor controla sua temperatura interna, e nasce da lama. Os deuses hindus (como Shiva, Ganesh) geralmente são representados em cima de uma flor de lótus.

Viajando um pouco: a iluminação é o desabrochar da lótus de mil pétalas. Crowley enunciou um conceito que é bastante comum em toda a magia: ‘‘Todo homem e toda mulher é uma estrela’’, ou seja, todo ser humano pode brilhar (deixe a mente derivar sobre o tema). Ora, a semente dura cinco mil anos, esperando; a iluminação, a capacidade adormecida, esta nunca morre. Ainda mais se considerarmos que, para o budismo, a alma retorna à vida enquanto não completar seu caminho até a iluminação, quando todos seus atos ruins (aquele lance de karma) forem sanados. Quando eles são, chega-se ao nirvana, que é, literalmente, a ‘‘não existência’’. Deixamos de renascer, pois já pagamos nossas dívidas. A lótus nasce da lama; assim, a iluminação pode surgir mesmo de algo tão lodoso quanto o ser humano.

Eu não preciso comentar agora a letra, principalmente, pois a chave dela é a última parte; ela é toda hippie (não devemos nos esquecer que o zen-budismo influenciou o movimento hippie, assim como muitos outros elementos orientais fizeram); a estrofe ‘‘pode ser/ aconteça/ uma flor de lótus/ floresça/ na lama dos seus olhos’’ tem um significado muito claro agora. Só lembrando que esse ‘‘pode ser/ aconteça’’ remete ao satori.

Espero ter tratado com clareza do assunto, e também que alguém comece a dar importância para o trabalho do Edvaldo, que, depois dessa, ganhou meu respeito.

all you need is love....
Creative Commons License photo credit: thejonoakley
fnord!

Magia & a Subversão do Cotidiano

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Na minha jornada pelo livro “O Homem e seus Símbolos”, do Jung, notei que o velhinho é bastante incisivo quanto aos males que a civilização contemporânea causa (na época dele, o mundo estava dividido entre o Ocidente capitalista & o Oriente comunista, algo que ele considerava uma “esquizofrenia”. Para mais detalhes, leia o livro.). Explico: ele argumenta que o distanciamento dos instintos básicos não nos destituiu dos instintos, apenas os tirou do limiar da consciência, forçando-os a serem desenvolvidos no inconsciente. Para Jung, o inconsciente tem a capacidade de criar & desenvolver idéias (por isso mesmo algumas pessoas têm momentos de epifania, ou insights surgem nonada); assim, quando esses instintos desenvolvidos pelo inconsciente se manifestam, ocorrem em forma de neuroses, “humores inexplicáveis, esquecimentos inesperados ou lapsos de palavra”.

Além de o afastamento das nossas raízes naturais nos causar problemas mentais – o que, indubitavelmente, caso um estudo mínimo da psicologia junguiana seja feito, é comprovado – o ser humano perde muito do caráter místico do mundo devido à ciência e ao excesso de racionalismo. Para uma pessoa instruída, o impacto de começar a ouvir vozes é infinitamente maior do que num primitivo: enquanto o primeiro vai entrar em desespero por se imaginar louco, o segundo considera algo natural (em seu universo cultural), ou seja, um fantasma, demônio ou algo parecido. Mais que isso, conhecer a Natureza com a frieza & objetividade científicas nos afasta da Natureza, o que nos deixa com as ameaças de problemas (e, para não ser hipócrita, problemas reais, como o desmatamento da Amazônia, que está longe de ser uma irrealidade & problema hipotético) com as quais convivemos.

Porém, ainda há outro déficit que o ser humano adquire com um exacerbado nível de “civilização”: por exemplo, é muito mais opressor imaginar que se é um em seis bilhões e cem mil de organismos iguais do que não ter conhecimento de quantos seres humanos existem por aí. O niilismo, o vazio existencial, quando tomado como um fim & destituição de qualquer sentido da vida humana, nos causa uma enorme opressão. Hoje não somos mais filhos de um deus, não temos rituais que não sejam o Fabuloso Ritual da Compra ou a Peregrinação ao Shopping, nada mais tem um valor místico, não existem casas mal-assombradas, espíritos da floresta, et cetera. Nas palavras do próprio psicólogo, o que perdemos “é a consciência de que a vida tem uma significação mais ampla que eleva o homem acima do simples mecanismo de ganhar e gastar”.

O misticismo continua no mundo subjetivo – se manifestando em forma de religiões, de crendices, de medos irracionais quanto a fantasmas, etc. – mas, para a coletividade, ele praticamente inexiste. Novamente, por existir somente no nível subjetivo, e pela mente consciente estar majoritariamente ocupada com a linha racional de pensamento, essas crenças & este misticismo é jogado para o inconsciente, e esta separação, este engavetamento do que é consciente e inconsciente, essa padronização do que ocupa nossa mente e do que ocupa ela no nível que não controlamos, é o que causa inúmeros problemas mentais diferentes, que são verificados na prática, pelos psicólogos.

A partir de agora, irei um pouco além do Jung dentro das consequências desta falta de irracionalidade do mundo contemporâneo.

A Magia do Caos é posterior ao velho, que morreu em 1961, e é um movimento de magia freestyle com uma expressividade grande no mundo todo. Por não exigir nenhum vínculo com ordens & coisas do tipo, além de ter uma comunidade independente ativa, sempre a discutir idéias e produzir textos, bem como dar um valor muito grande à imaginação. A Magia do Caos é, basicamente, uma metacrença – ou seja, um apanhado de crenças intercambiáveis, escolhidas & até mesmo inventadas pelo praticante.

Uma das grandes sacadas dos caoístas (é assim que se designa um “praticante de magia do caos”) é a utilização do espaço público, ou seja, do mundo como elemento mágicko. Por exemplo, o xamanismo urbano; ele propõe a conversação com deuses, espíritos & outras entidades que viveriam nas cidades, ou ainda advindas da tecnologia. Talvez essa idéia tenha raízes ainda mais profundas, na psicogeografia e na deriva propostas pelos situacionistas. Essas práticas tinham como objetivo dar um novo significado à cidade, tomá-la emocionalmente, simbolicamente, etc. Obviamente que muitos consideram besteira, mas Jung concordaria; ademais, os reacionários costumam rir das idéias que lhes dão mais medo. O Ar Superior & Besta é nada mais que uma égide velha e desgastada.

Quero dizer mais duas coisas, a partir de aqui: a primeira é que a magia do caos é um movimento que surgiu em decorrência destes déficits que Jung considera, avalia & demonstra como prejudiciais. A segunda coisa, é que este movimento encerra em si mesmo a solução para os problemas constatados por ele: a criação de novos mitos (com a adequação dos antigos arquétipos para nossa realidade contemporânea), a possibilidade de crer naquilo que for necessário, a importância da criatividade & imaginação ressaltada, a retomada do uso ritualístico do corpo, do mundo, das idéias, e por aí vai.

Só resta lembrar que isto não é uma “adequação do mundo capitalista às necessidades psicológicas”, e sim um movimento que põe em xeque, inclusive, o sistema como um todo, e sua necessidade de organização hierárquica. Basta saber que Hakim Bey apóia as religiões livres como um meio de ativismo muito eficaz – e, eu diria, muito mais eficaz que qualquer destes ativismos politizados que se encontre por aí. Mais até que o Fórum Social Mundial.

chaos_star
Creative Commons License photo credit: justindz

Mate-me por favor!

terça-feira, 25 de março de 2008

Não, esta não é uma postagem sobre o livro “Mate-me por favor” que conta a história do movimento punk, mas de Sanal Edamaruku que desafiou ao vivo um sujeito que declarava-se mestre em magia negra e que podia matar uma pessoa em 3 minutos.

Sanal mostrou que é realmente um homem de coragem: Desafiou o sujeto a matá-lo. O tantrik, termo para o praticante da magia negra (devemos usar “tântrico”? Alguém sabe?), proclamou suas palavras mágicas: “Om lingalingalinalinga, kilikili….”. E então, na frente de toda a audiência indiana (que deve ser enorme) o inesperado aconteceu: Nada. Passados cinco minutos, a mesma coisa. Após duas horas de espera, o apresentador do programa declarou a falha do tantrik. O sujeito, pelo contrário, não queria admitir sua falha. Até por que ele sabia o que havia dado errado: Sanal era devoto de algum deus muito poderoso que o havia protegido.

“Não,” disse Sanal. “Eu sou ateu”

O tantrik não soube o que fazer. Ele poderia tentar uma magia mortal de nível mais alto mas só poderia realizá-la de noite. Que pena que era de dia! Ao que parecem, eles marcarão uma apresentação em horário noturno onde o charlatão poderá tentar mais uma vez. Só tomem cuidado para ele não levar uma pistola escondida na roupa.

Fontes:
Neatorama: Om lingalingalinalinga, kilikili: Atheist Pwns Black Magic Guru
RATIONALIST INTERNATIONAL: The Great Tantra Challenge

Na segunda há diversas imagens do programa e do “método” para matar. Se o sujeito precisa ficar tão perto do outro, por que ele não esfaqueia de uma vez??? Acho que para a maioria dos Ocidentais, a idéia de alguém se proclamar com poderes de matar alguém já soa estranha, por que não achamos o mesmo do batismo pelo Espírito Santo ou da Ressurreição no terceiro dia? A teologia de um homem é o riso incontrolável de outro.


Creative Commons License crédito: Anxious K!

Magia do Cinema

terça-feira, 16 de janeiro de 2007



16 de janeiro de 2007. Declaro inexistente a magia do cinema.

Os irmãos Lumière, Auguste Marie Louis Nicholas Lumière e e Louis Jean Lumière ao apresentarem uma das suas primeiras gravações, chamada “L’Arrivée d’un train en gare de la Ciotat” viram uma platéia de homens cultos e inteligentes se assustarem com a aproximação de um trem, causando pânico em todos lá. O motivo de tanto medo devia ao choque causado pelas imagens em movimento, até então inexistentes. Essa “mágica” do cinema, em colocar as imagens antes estáticas em movimento era totalmente inesperado para todas aqueles pessoas que jamais tinham visto tal coisa.

As imagens tinham força, tinham poder hipnótico. André Bazin, foi um dos primeiros teóricos a pensar profundamente nessa fascinação que o cinema provocava. Em uma cena de “Walking Life”, de Richard Linklater, discute-se isso:

O cinema trata, essencialmente da reprodução da realidade, ou seja,a realidade é reproduzida.Para ele, não é um meio de contar histórias.Ele acha que o filme… Que a literatura é melhor para contar histórias.Como quando se conta uma piada: “Um sujeito entra em um bar e vê um anão.” Isso funciona. Imagina-se um sujeito e um anão em um bar. ÿ imaginativo.Mas num filme, filma-se um sujeito específico em um bar específico e um anão específico, que tem uma certa aparência. Para Bazin, a ontologia do filme relaciona-se com o que faz a fotografia com a diferença de acrescentar o tempo e um maior realismo.

Trata-se então daquele sujeito, naquele momento, naquele espaço.E Bazin é um cristão, então ele acredita em Deus, obviamente,e que tudo…Para ele, Deus e a realidade são o mesmo. Então, o que o filme capta é,na verdade, Deus encarnado, criando e, neste exato momento, Deus estaria se manifestando O que o filme capturaria o aqui e agora…Seria Deus nesta mesa, como você, como eu. Deus olhando como nós e dizendo e pensando o que pensamos,pois somos todos Deus manifestando-se.O filme, então, é um registro de Deus,ou do rosto sempre mutante de Deus.

As histórias de terror de Edgar Allan Poe petrificavam as pessoas de sua época, hoje ela têm filmes mensalmente lançados para lutar contra e já não causam os mesmos efeitos de antes.O Marques de Sade escrevia coisas escabrosas para sua época, hoje em dia você pode baixar filmes pela internet que deixaram o velho Marques ruborizado…Não com o mesmo lirismo, mas muito mais gráfico.A literatura, um meio de contar histórias que exige uma certa dedicação do leitor, perdeu muito espaço para o cinema.

Com o advento da televisão e depois com as fitas de vídeo, o cinema começou seu lento declínio. O gole final veio com a popularização das câmeras de vídeo, e agora com a facilidade de se publicar e assistir qualquer tipo de vídeo na internet. Estamos sendo bombardeados tanto por tantas imagens que as imagens da tela de cinema já não exercem em nós a reverência e a magia pela qual as gerações anteriores experimentavam. A banalização da imagem tirou todo e qualquer traço de sagrado que ela poderia evocar, a imensa exposição, tirou-lhes o significado,matou-lhe a magia.

Diga 1000 vezes eu te amo a sua namorada e na 1001ª isso não significará nada.

ÿ a grande chance dos games, afinal eles lhe permitem entrar literalmente me outra vida, fazer coisas imaginárias e ficar com a garota no final, assim como Hollywood, mas com você no papel principal.

Para Saber Mais:
Cinema
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Pop Magic! Antologia

quarta-feira, 3 de janeiro de 2007

A obra completa Pop Magic! de Grant Morrison foi traduzida em 16 partes e publicada neste blog, segue abaixo a relação de todas:

Pop Magic! Parte Um
Pop Magic! Parte Dois
Pop Magic! Parte Três
Pop Magic! Parte Quatro
Pop Magic! Parte Cinco
Pop Magic! Parte Seis
Pop Magic! Parte Sete
Pop Magic! Parte Oito
Pop Magic! Parte Nove
Pop Magic! Parte Dez
Pop Magic! Parte Onze
Pop Magic! Parte Doze
Pop Magic! Parte Treze
Pop Magic! Parte Catorze
Pop Magic! Parte Quinze
Pop Magic! Parte Final

Para Saber Mais:
Obra de Morrison altamente recomendada
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Pop Magic! – Parte Final

quarta-feira, 3 de janeiro de 2007

EXPERIMENTO

O assim chamado “Juramento do Abismo”, é um encontro corrosivo com as forças Choronzonicas dentro da personalidade.Não é algo para se fazer levianamente e eu sugiro muitos anos de prática mágica antes de tentar algo tão estúpido, glamuroso e destrutivo de nosso cuidadosamente estabelecido EU. As recompensas de atravessar com sucesso o Abismo são muitas mas uma tentativa falha pode levar ao mágico a se quebrar por dentro, consumido por dúvida, medo e insegurança, além de inutilidade para a comunidade dele ou dela.

REVOLTA NA MAGIA!

Tornar-se um mago é em si mesmo um ato revolucionário com amplas conseqüências.Antes de ir destruir “o Sistema”, de qualquer forma, lembre primeiro que nós o fizemos em nosso próprio interesse.Nós o sustentamos constantemente, seja concordando, com nosso suporte, ou no oposto com nosso desrespeito. Os oponentes do Sistema são mais uma função do Sistema como seus defensores.O Sistema é um fantasma assombrando as mentes dos seres humanos operando com “o Sistema”.São pais virtuais que nós fizemos para olhar para nós.Nós fizemos isso bem grande e difícil de se ver inteiramente,o servimos e nutrimos todo dia. Existe algum ano que não nasça policiais ou médicos? Porquê artistas raramente querem se tornar policiais?

Para cada McDonald que você exploda, “eles” irão construir dois. Ao invés de colocar um chumaço de Semtex entre o Lanche Feliz e a embalagem, trilhe seu caminho através dos quadros da empresa, tome a cadeira da Diretoria e transforme a companhia em um estoque internacional de risadas.Você irá aprender uma grande lição sobre magia no caminho. Então vá para a Disney, Nintendo, ou qualquer um que queira.E se “o Sistema” não é seu inimigo afinal? E se pelo contrário ele é nosso playground? Ambientes naturais nos quais magos pop nascem? Nossa selva, nosso oceano e nossas geleiras…Para barganhar, dançar e tranformar, tão bem quanto pudermos, em poesia ?

E se de fato?

Para Saber Mais:
Obra de Grant Morrison
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Pop Magic! – Parte Quinze

terça-feira, 2 de janeiro de 2007

Muitos de nós tiveram pequenas experiências da gigantesca fronteira do complexo Mega-ChoronzonnoznorohC-ageM; o Encontro com Choronzônico é presente no implacável, vagaroso auto-interrogatório de uso de anfetaminas, febres e experiências de quase-morte.Pense numa mente conversando, aniquilando a si mesma em auto-examinação sem parar e você irá ouvir a voz de Choronzon.

Choronzon então, é o Eu Existencial na última fenda, mascando seu próprio cérebro, procurando pensamentos e apenas encontrando o enigma da Base sem base. Choronzon é quando não há nada além de morrer para o nada.Além do Choronzon, conceitos de personalidade e identidade não podem sobreviver.Além do Choronzon não há nem mesmo nosso Eu. A “personalidade” na margem do Absimo irá fazer nada, dizer nada e não vai encontrar nenhuma desculpa para se livrar de desintegra-se em “não-ser”.

Muitos de nós nas terrivelmente populares tradições Consumistas Ocidentais tendemos a esperar até a morte antes mesmo de considerar Choronzon.Desde que nós possamos assumir que o senso do Eu Egóico é completamente devorado em um incêndio de culpa, fúria, auto-acusação, paz perfeita ou o última cheia de endorfina que acontece 5 minutos antes da morte cerebral, o momento da morte parece ser para mim uma uma vulnerável particularidade na qual pela primeira vez encaramos o terror Existencial.

Melhor ir para lá cedo e explorar o lugar.Morrer antes de estar morrendo é uma das grande Provas do caminho mágico.

O Abismo, então, é aquilo que limita o Eu consciente onde os significados estão ? volta e em reverso em seu oposto absoluto e que é consumido em “Ácido Choronzon”, um hypersolvente tão potente que dissolve o PróprioEu. Aqui você irá encontrar no imenso muro de fronteira do SER/NÿO SER no ponto máximo da Consciência Egóica e ser destruído contra ele.O Abismo é um hiato na consciência onde as noções de identidade, raça, ser e território são consumidas em uma fúria agonizante de contradição.

Magos que tenham “atravessado” com sucesso o Abismo não são considerados mais humanos, no sentido de que sobreviveram esta prova necessária de quebrar o EU em múltiplos complexos de personalidade.

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Pop Magic! – Parte Catorze

segunda-feira, 1 de janeiro de 2007

CARA, ONDE ESTÁ MEU EGO?
O “ego” – em um sentido negativo – é aquele senso ossificado de um estável e imutável “eu” com o qual as pessoas usam como uma defesa contra o Medo da Mudança e da Morte.O EU é como uma armadura; protege e conforta mas o EU não é muito bom em realizar evoluções, fazer contato efetivo ou se adaptar a novas situações.Por outro lado, o Ego, com um E maiúsculo pode ser uma útil ferramenta quando tudo mais estiver caindo.O Ego cria uma direção heróico através da Transcendência que CONSOME E RESOLVE aquela direção em um contexto mais elevado.

ÿ importante lembrar que você não pode ir além de seu ego até ter desenvolvido um lugar para ir.O ego, como o Eu Individual, é um andaime para o que nós conhecemos como superego ou memeplexo (para usar o termo de Susan Blackmore para o que chamamos de “personalidade”).

O andaime é uma parte necessária de qualquer construção, mas nos últimos séculos nós temos sido encourajados a confundir o andaime com a construção.O eu soberano individual é o resultado desse processo e hoje é muito difícil de se livrar dele sem cair em perigosos traumas de extinção existencial, mas como outros estágios do crescimento isso ÿ apenas um estágio que deve ser ultrapassado.

Desmontar o conceito de “individualidade” ao deliberadamente criar múltiplos, criando “egos”, personas, memeplexos ou eu é o almejado, ao menos para mim, como um método de constelações fluidas de Múltiplas Personalidades, por expor “a personalidade” como apenas uma opção comportamental de um menu com várias.

O ABISMO

Aleister Crowley incorporou a destruição da estrutura do Eu Egóico como Choronzon, o Demônio 333. Choronzon, nos é dito, é o guardião devorador do “o Abismo” (O Abismo sendo um termo adequadamente dramático e evocativo por uma “fenda” na consciência humana). O termo pode ser aplicado ao estado mental durante o qual a consciência do Eu Egóico Individual começa a se canibalizar a si mesmo em vez de confrontar o fato assustador de que a Personalidade não é “real” no sentido existêncial e é simplesmente uma estratégia comportamental.

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Pop Magic! – Parte Treze

domingo, 31 de dezembro de 2006

(Continuando…)
Pense nestas novas qualidades apenas Divinas como aplicativos que você pode fazer o upload quando precisar deles.Quanto mais você rodar o aplicativo mais convincente e intrínseco parecerá. Isso ocorre assim como atores encontram dificuldades para “entrar” nos personagens e o porque de magos também sentem-se possuídos por Deuses ou Demônios.Aplicativos estão sendo rodados.

Você irá logo realizar que Deuses são “qualidades” ou estados normais de consciência disponíveis para todos.Com muita prática você tornará-se proeficiente em acessar estes estados em si mesmo.De qualquer forma, não aja como se estes estados fossem APENAS processos psicológicos internos.As Grandes Idéias tem estado aqui muito antes de você e irão estar muito tempo depois que você se for.Elas podem ser encaradas como qualidades imensamente poderosas autônomas e devem ser respeitadas tanto quanto.

Invocar muita RAIVA para sua vida irá fazê-lo um chato e violento; invocando muita COMUNICAÇÃO ao custo de outras qualidades, o fará um daqueles tagarelas pedantes e assim por diante.

Sempre existe perigo quando um “deus” é devotado em favor de todos os outros.Se você convoca Ace Ventura você pode descobrir que não se tornou criativo e divertido mas um importunador.Se você invocar os Cenobitas ficcionais de Clive Baker apenas para ver se o que estou colocando aqui é absoluto nonsense, esteja preparado para lidar com poderosos tipos de dominação, tortura, submissão e dor para estes estados que definem os parâmetros operacionais dos cenobitas.

CURA

Meu método preferido para cura é a técnica espirualistica de “estender as mãos”, a qual envolve uma simples prece caseira para a congregação dos “curandeiros e vegetarianos” mortos que habitam o “outro lado” e dizer que queremos auxiliar aqueles que precisam de ajuda.Este processo é acompanhado por concentração intensa e visualização do processo criativo.Isso sempre funciona muito bem, e pode ser muito efetivo em conjunto com um sigilo.

EXPERIMENTO

Visite sua igreja espiritualista local, se tiver uma, e peça uma demonstração de seu poderoso método curativo.

Para Saber Mais:
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