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Eleições Americanas na Reta Final!

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Tava enrolada com um exercício de Física e já passou um pouco do meu horário de dormir. Ao ponto em que vou ficando sonolenta, o nível de radicalismo (em geral baixo) no meu sangue sobe astronomicamente, assim como o meu nível de burrice – o que pode muito bem estar relacionado, mas essa é outra conversa. Então, por favor, perdoem os erros ortográficos que talvez apareçam, juro que arrumo mais tarde. =P

O Tiago estava me ajudando pelo pidgin e, quando finalmente acabamos a tarefa, ele fez um comentário sobre a liderança do Obama sobre o senhor Batata Frita até o presente momento todo empolgado (ou nem tanto, me conservo o direito de uma licença poética). Eu só fiquei tipo… “Grandes bosta”. Quem se importa com a eleição americana?

Aí você pode me chamar de alienada por não reconhecer que o que acontece nos EUA reflete no mundo todo (como o fato deles serem caloteiros estarem ferrando até nós brasileiros, singelos exportadores de commodities) e eu preciso retrucar: Então porque você, criatura querida e amada, apóia o Obama?

Ele é um símbolo contra o preconceito, super carismático, tem ótimas idéias nacionalistas e é realmente o presidente ideal pros Estados Unidos. Mas nós não moramos lá e não vamos nos privilegiar nada quando ele fortalecer a economia interna americana, diminuir o número de importações e investir na auto-suficiência energética do país dele. Se o Brasil ainda pode se sentir seguro perante a crise (é só a mídia parar com os pitis de mandar todo mundo tirar o dinheiro aplicado antes que seja “tarde demais” que as coisas começam a se ajeitar) e partindo do pressuposto que uma pessoa com pouco dinheiro prefere se alimentar a comprar um iPod; caso o Obama vença as eleições as coisas vão começar a apertar de verdade.

O Mccain, por outro lado, é conservador e não vai sujar suas mãozinhas manufaturando. Vai diminuir a taxa imposta ao etanol brasileiro simplesmente porque é mais prático, rápido e barato que investir na produção própria, ainda mais tendo que sustentar Wall Street.

Claro que essa crise não vai durar pra sempre e, quando eles se estabilizarem novamente, vamos voltar ao subúrbio da humanidade, mas até lá já teríamos entrado no mercado não só americano como no europeu (a União Européia impõe metas de substituição de energias e outros tipos de poluentes – 10% até 2010, se não me engano).

Com um capital acumulado, quem sabe o nosso país não faz alguma coisinha por si e investe mais no seu povo, tadinho! Como conquequência, esse povo um pouquinho mais estudado (tomara!), começa a procurar por um “Obama tupiniquim”. Por que, olha, empolgação assim com uma eleição… a gente tá precisando!