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Como Presentes Ruins Afetam Relacionamentos

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Spare Giving...
Creative Commons License crédito: MotherPie

Comprar presentes de Natal é sempre trabalhoso: difícil de encontrar, difícil para sua conta bancária e difícil sentimentalmente. Algumas vezes é como se fosse muito trabalho por pouca coisa. Aqueles mais próximos e queridos assumem que você os conhece bem o suficiente para lhes dar um presente decente, então dar algo errado reflete negativamente no relacionamento.

Pesquisas psicológicas em como presentear afetam relacionamentos sugerem que é uma situação sem vencedores. Estudos sugerem que bons presentes apenas afirmam similaridades entre casais, e assim fazem pouco pelo relacionamento. Presentes ruins, no entanto, podem levar as pessoas a questionar sua similaridade com o outro, assim danificando o relacionamento. Estudos tendem a se focar em como presentear afetam a percepção da similaridade pois encontrar um “espírito de afinidade” é pensado como central para relacionamentos bem sucedidos e seguramente prevê relacionamentos satisfatórios ((Murray et al., 2002)).

Mas uma nova pesquisa de Elizabeth W. Dunn na University of British Columbia e colegas, publicado no jornal Social Cognition, sugere que homens e mulheres reagem um pouco diferentes a curto prazo após receber bons e maus presentes ((Dunn et al., 2008)) .

Presentes para estranhos

Para testar suas teorias, Dunn e seu colegas montaram dois experimentos, cada um com uma virada em seu final. No primeiro experimento, os participantes (estudantes na University of Virginia) foram colocados para conversar com alguém do sexo oposto por quatro minutos. Após isso eles deviam selecionar um presente para seu novo amigo de uma lista de vale-presentes de uma variedade de lojas e restaurantes. A idéia era que cada participante então olharia para o presente escolhido para ele e então analisaria sua percepção da similaridade com a outra pessoa.

Aqui está a virada: antes do experimento cada participante foi questionado para ranquear certificados de presentes de forma que eles quisessem recebê-los. Então os pesquisadores simplesmente davam essas preferências diretamente para os participantes assim que tinham seu novo amigo. Para metade dos participantes foi dito que a outra pessoa escolheu seu predileto, e para a outra metade sua última escolha. Isto criou duas condições: aqueles que ganharam aquilo que queriam e os que não.

Quando os pesquisadores olharam para as notas de percepção de similaridade, os resultados mostraram uma significativa diferença em como homens e mulheres reagem a presentes bons e ruins. Os homens que ganharam aqueles que queriam perceberam-se como mais similares à presenteadora, sugerindo que o melhor presente teria um esperado efeito positivo no relacionamento. As mulheres, no entanto, pareceram ser relativamente inalteradas seja o presente bom ou ruim.

Desta descoberta surgiu uma dúvida: bons presentes não deveriam aumentar a similaridade percebida para as mulheres tanto quanto para os homens? Uma possível solução para isto emergiu no segundo experimento.

Presentear em relacionamentos estabelecidos

Ao invés dos participantes que nunca se encontraram antes, o segundo experimento envolveu homens e mulheres que já estavam em relacionamentos (heterossexuais). Fora isso, o experimento foi quase idêntico ao anterior, com a mesma manobra de cada um receber aquilo que para eles eram os melhores (ou piores) presentes. A única diferença foi que junto com a questão sobre a similaridade percebida com o parceiro, cada um foi também questionado quanto tempo esperavam que seu relacionamento durasse após o presente.

Novamente, homens que receberam presentes ruins perceberam menos similaridade com suas parceiras, e pensaram que seu futuro juntos era significativamente menor – como esperado. Mas desta vez as mulheres que receberam os presentes ruins de seus parceiros na verdade viam a similaridade percebida com seus parceiros como maior e pensavam que seu relacionamento durariam por mais tempo do que aquelas que recebiam o presente melhor. Agora, o que estava acontecendo?

Mecanismo de defesa psicológico

Dunn e seus colegas explicam que quanto mais desafio as mulheres sentem a seu relacionamento (i.e. o presente ruim), mais elas tentam se proteger contra essa ameaça. Com a pessoa no primeiro experimento não havia muito relacionamento a proteger, então o presente ruim não tinha efeito comparado ao bom. Mas quando se tratava de relacionamentos substanciais existente para proteger, as mulheres eram motivadas a se proteger contra esta ameaça em potencial. Os homens, ao contrário, não fazem tal esforço, dizendo que eles não gostaram da escolha de sua parceira, e por extensão, das mesmas.

Agora, antes que os homens comecem a pensar em usar estes experimentos para justificar dar a suas parceiras presentes ruins, lembrem-se de que estes estudos são de curto prazo e provavelmente apenas representam os primeiros instintos de homens e mulheres ao receber presentes bons e ruins.

A verdadeira lição é que mulheres são mais motivadas que os homens a criar mecanismos de defesa psicológica para se proteger contra os efeitos danosos de presentes ruins. A longo prazo a história é praticamente a mesma para ambos os sexos: presentes ruins danificam relacionamentos ao não recompensar aquilo que está nos corações; o sentimento de que neste vasto, vasto e cruel mundo você encontrou alguém que o entende e sabe o que você gosta.

Adaptado daqui.

Traumas de Natal

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Esta postagem é inspirada em uma ótima postagem que vocês podem encontrar lá no Anderssauro. Demorei um pouco para responder, mas ainda é tempo.

Primeiro eu tenho que dizer uma ou duas coisas: De certa forma, para mim, Natal é sinônimo de Trauma. Vou colocar algumas memórias aleatórias aqui. Talvez poderão parecer leves mas tiveram um grande impacto emocional em mim. Tanto que faz 4 anos que eu não vou a mais NENHUMA reunião de família. E este ano eu vou manter minha palavra.

Este não é relacionado com a minha família, mas vá lá, é trauma de qualquer forma. Eu tinha um melhor amigo, que na verdade era melhor amigA. É claro que eu era “secretamente” apaixonado por ela. Como qualquer garoto na face dessa Terra que é amigo de uma garota. E eu tinha meus “amigos da rua”: Alan, meu vizinho. E Tiago, um primo meu que morava do lado. Pouco antes do Natal não sei como apareceu Playboy por lá (Sheyla Carvalho). Eu, confesso, sou muito puritano. Tenho até vergonha de dizer isso. Mas eu viro a cara quando me mostram fotos assim. É automático. Assim como eu tampo o rosto com a almofada quando o “clima esquenta” em novelas & filmes. Mas confesso também que, sim, eu vi as fotos. Mas, a Palyboy não poderia ficar na casa de ninguém por que se a mãe de alguém descobrisse, sei lá, só tinham medo. Como eu tinha centenas de revistas (SuperInteressantes, coleção completa da “Dinossauros” que vinha o esqueleto para montar, e várias outras), eles disseram que se colocasse no meio delas, jamais seria descoberto. Eu, por via das dúvidas coloquei entre alguns desenhos da minha pasta de Educação Artística. Na véspera do Natal eu fui na casa da minha amiga para ela ver uma história que eu havia criado. Sim, ela descobriu. Sim, os pais dela estavam na casa. Não, eu nunca tive nada com ela. Não, a mãe dela não gosta de mim.

Essa é uma coleção de pequenos traumas. Primeiro, eu fui em uma ceia na casa de uns parentes de um tio meu de outra cidade. Não conhecia 70% das pessoas no lugar. A mulher me dá um “prato genérico” com garfo e faca. Por prato genérico eu digo tudo o que ela estava colocando para os outros. Fatos: Eu não como com garfo e faca, apenas colher. Não como peru, chester, tender ou galinha. Não como farofa com miúdos de animais. Nem arroz colorido. Eu disse: “Esse arroz está doce” para a minha mãe, do lado da mulher que preparou.

Depois, um garoto começou a dançar. Eu viro para o meu primo e digo: “Na minha escola, se vissem ele dançando, diriam que ele é bichinha”. Meu primo conta na primeira oportunidade para o pai do garoto que me olha ameaçadoramente e diz: “Aqui não é a sua escola!”. Eu ainda tenho pesadelos em que um monstro que apresenta várias formas como um búfalo gigante, ou um com corpo de morsa, com a cabeça de um leão marinho. Em outras possui o corpo de uma gaivota com a cabeça de um suricate. Ou a cabeça de um macaco, com os chifres de uma rena, com o corpo de um porco espinho que grita enquanto me persegue: “Aqui não é a sua escola!” no idioma de Cthulhu.

Com certeza há mais. Há muito mais. Ainda bem que o cérebro bloqueia memórias ruins. Todo ano eu me consolo dizendo: “Esse é o pior natal de sua vida, ATÉ AGORA”.

Dica de Presente

domingo, 10 de dezembro de 2006

A Entrega; Compre,peça que embrulhem e digite no cartão que você pode pedir que venha com a encomenda o seguinte: “Um exemplo de mulher,uma narrativa comovente que toca todos bem fundo,um exemplo a ser seguida por todas.Com amor,seu nome aqui”