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O que esperar dos outros?

domingo, 4 de maio de 2008

Que coisa complica essa que é se relacionar. Você diz uma coisa que acaba se tornando uma faísca, que provoca um princípio de incêndio, ou sem controle, a coisa realmente pega fogo. Um amigo meu passou por isso recentemente me fazendo lembrar das minhas exeriências.

Primeiro, eu acho que todos nós, esperam ser tratados de uma forma específica. Há alguns anos, eu tive uma conversa no MSN que me marcou muito. De vez em quando menciono a garota que eu fui apaixonado por 5 anos. Acontece que me dei conta de que venho dizendo isso a pelo menos 3…Logo são 8 anos! Mas voltando ao assunto, essa pequena conversa de MSN me marcou muito e acho que ela se esqueceu totalmente. Entrei no mensageiro e ela veio falar comigo. Como sou um estudante de comédia, resolvi imitá-la. Respondendo da forma com que ela usualmente faria, que era mais ou menos da seguinte forma:

Eu: Como vai?

Ela: Indo.

Eu: Pra onde?

Ela: Chato. E você?

Então, ela retribuiu minha imitação, me imitando, mas eu nem me toquei disso no momento, mas eu me lembro de sentir uma enorme satisfação. Fiquei feliz, quase não acreditando. Eu agia mais ou menos assim:

Ela: Chato. E você?

Eu: Com saudade. Sinto falta de falar com você.

Ela: Eu sei.

E então, nesse dia, ela apenas me imitou. Isso me deu um insight: de que pelo menos eu, esperava ser tratado exatamente como eu tratava ela. Mas como pode-se querer uma coisa dessas?

É como ver uma garota na rua e ter limerância. O que fazer? Para começar ela pode ter um namorado. Segundo, não têm-se conhecimento nenhum de sua vida emocional, a briga que teve com o irmão mais cedo ou a dor em seu dente. Entendem o que quero dizer? É muito difícil interagir com as pessoas. O que esperar dos outros? Eles não agem racionalmente. Pulam de um assunto para outro como se estivessem conectados. Têm anseios, sonhos e sentimentos que você não faz a mínima idéia.

Não vou reclamar que a vida não tenha manual de instruções, por que geralmente eu só leio manuais quando alguma coisa quebra. Vocês também passam por crises do tipo: “Ok, eu desisto. Não vou tentar mais me relacionar com ninguém”? Por mais que nós descendamos da mesma célula ancestral, é como se houvesse um mar de Dirac entre eu e as pessoas.

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Creative Commons License crédito: paul.ellermanOuvindo Ramones: “I Don’t Want To Grow Up”

Orgulho Nerd: Natalie Portman

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Eu sou nerd. A pouco tempo atrás foi criada uma liga que declarava a plenos pulmões seu desgosto com nerds. Estarei apresentando uma série de postagens sobre o Orgulho Nerd. E a primeira delas é apresentando uma das fêmeas mais queridas de nossa espécie: Natalie Portman.

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Quando ela, que já ganhou um Globo de Ouro por “Closer“, tinha 10 anos de idade, uma representante da Revlon a descobriu em uma pizzaria e a abordou para ser modelo, Portman recusou pois considerando tudo, ela preferia ser atriz.

Portman só tirava “A” no high school, e sempre estudou em escola pública. Quando interpretou a rainha Amidala em “A Ameaça Fantasma” da franquia über nerd Star Wars, ela não participou da premiere (a noite em que muitos vão simplesmente para aparecer, mesmo quando não tem nada a ver com o filme) a fim de estudar para seus exames finais. O que se mostrou ser uma escolha acertada pois ela conseguiu entrar em Harvard.

Portman foi assistente de pesquisa no laboratório de psicologia e trabalhou como assistente do professor jurídico mais jovem da história de Harvard, Alan Dershowitz que fazia parte do “dream team” jurídico que livrou O. J. Simpson de suas acusações de homicídio.

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Na próxima vez que alguém lhe disser que nerds não são atraentes, por favor, esfregue a foto de Natalie Portman em suas faces.

Ela já conseguiu seu diploma (a quem interessar, ela nasceu em 1981, faça a conta). Estudou quatro línguas em adição à sua língua nativa que é o hebreu. Publicou artigos em dois jornais científicos (quem conhece a mecânica da coisa, sabe o quão complexo é). Também matou alienígenas e roubou o coração de diversos caras ao redor do mundo.

Ela é uma das poucas atrizes jovens que teve bolas, embora o termo (anatomicamente) não se aplique, para raspar o cabelo e interpretar a aprendiz de anarquista Evey Hammond em “V de Vingança”. Com este papel ela foi convidada pela Universidade de Columbia para falar sobre terrorismo e anti-terrorismo. Ela é claro, com essa interpretação se condenou não apenas a ser amada e perseguida pelos fanáticos por Star Wars como os fanáticos por quadrinhos. Isso faz dela uma espécie de deusa nerd.