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Novela Duas Caras influenciou assassinato de Isabela Nardoni?

terça-feira, 29 de abril de 2008

Mesmo longe dos computadores, não podia deixar de postar essa…Na  verdade não sei nem mesmo da validade, já que não assisto a novela “Duas Caras”, da Rede Globo. Sem computador estou reassistindo DVD’s meus como os Monty Pythons, Beatles Anthology e por aí vai…Mas um amigo meu me disse que Sílvia, a personagem de Aline Moraes nessa novela, tentava matar o afilhado. E segundo ele, tal arco de personagem se desenvolve à mais de um mês.

Isso me fez pensar. Eu não sei até que ponto podemos levar o raciocínio, pois não possuo base nenhuma para afirmar que os mesmos assistiam novela. Mas, como são da classe média, o casal indiciado pelo assassinato da garota, são o público alvo da Rede Globo. Isso me levou aos seguintes raciocínios:

Até que ponto uma novela pode alimentar os delírios homicidas de uma pessoa.

Se não influenciar, como a novela demonstrou saber capturar um impulso tão vil que existe em nossa sociedade. Pode ser uma tremenda coincidência, mas não deixa de ser curiosa.

Alguém que assiste à novela pode confirmar algo? Acho que eles deveriam ter assistido CSI ao invés da novela.

Veja - Abril de 2008
Creative Commons License crédito: www.mwbra.com

All we need is LOVE

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

A ansiedade que vinha sofrendo após receber a notícia de que a veria em primeira-mão se transformou em excitação ao abrir meu e-mail há 5 dias.

Instantaneamente, meus dedos começaram a se contrair e relaxar freneticamente – um tique que tenho quando anseio algo mortalmente – e minhas narinas de dilataram, prontas para sentir o cheiro que sabia que não haveria, mesmo que esse fato não fizesse sentido ao meu olfato. A tecnologia ainda não permite ao computador, assim como ao telefone, exalar quaisquer coisas, muito menos o que eu procurava: Papel.

Faz parte do meu ritual de leitura. Desde pequena, sempre que um livro vem em minha direção, minhas glândulas olfativas despertam. Trago-o para junto do nariz e inalo o aroma, algumas vezes mofado, outras perfume. O mais inebriante, porém, é o de livro novo, que sou capaz de sentir a distância.

Por mais estranho que pareça, minha mente simulou por tempo muito curto esse cheiro no momento em que abri o pdf do rascunho da novela do Polipadre desta cabala, mãos tremendo e uma risada beem estranha que não consigo descrever.

EQM – Verdadeiras histórias de amor nunca terminam lida com temas que, apesar de tachados clichê (como qualquer tema que faça parte da vivência comum da sociedade), costumam ser mal explorados por literatura que não seja de divulgação científica: Amor e morte. Foi excelente a forma como a informação, ou aquilo que se chamaria “introdução teórica” num relatório, foi liberada ao leitor entre diálogos humanos, de forma sutil (que nem faz aquele troço que tem no banheiro do Pedrinho), agravando as características nerds que certos personagens possuem.

No entanto, o que mais me impressionou foi um capítulo que não trata do protagonista. Um capítulo que confesso ter pensado ser mal desenvolvido, por precariedade de informação e conhecimento pessoal do assunto. Dou a mão à palmatória agora.

Uma vez li um romance adolescente chamado “Poderosa”. A personagem não tinha nada de poderosa. O nome dela e das coadjuvantes poderiam estar no gerador de pobreza do Morróida. O enredo era bem pobrinho e ainda por cima, escrito por um homem que tentou descrever uma menina ansiosa pela primeira menstruação e sua respectiva menarca.

Que menina fica triste por ainda não ter tido a primeira menstruação? Depois que vêem uma amiga sofrendo, o que mais esperam é que demore bastante pra que possam ir à praia sossegadas e, quem sabe, crescer mais em altura, bunda e peito. Você não descobre que menstruou acidentalmente, quando vai fazer xixi! É diferente. Dói muito enquanto seu endométrio é cruelmente arrancado de você.

Quando vi o capítulo Sarah, de EQM, respirei fundo, pensando no que levara o Ibrahim a escrever algo tão trivial à história. A narrativa contrariou minhas baixíssimas expectativas e devo dizer que foi a melhor que eu já li, lembrando-me de mim, também no meio da aula de Matemática. Rendeu bons minutos de nostalgia.

Tudo que precisamos é AMOR. Título dessa postagem; trecho que descobri assistindo Girls Next Door ser duma música do Beatles; estampa de uma camiseta que eu comprei e ainda não usei; foco de EQM – Verdadeiras histórias de amor nunca terminam e, para os que acreditam, a salvação do mundo

Essa é a sua vida. Cada hora a mais é na verdade uma hora a menos. Horas essas que foram extremamente bem gastas por mim durante a leitura e espero que, em breve, por você também :)

Escrevendo uma Novela

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Estou escrevendo uma novela. Minha inspiração é o autor de Duas Caras…Não! Antes de mal-entendidos, o que diabos eu quero dizer com novela:

E a Wiki diz:
Novela em português é uma narração em prosa de menor extensão do que o romance. Em comparação ao romance, pode dizer-se que a novela apresenta uma maior economia de recursos narrativos; em comparação ao conto, um maior desenvolvimento de enredo e personagens. A novela seria, então uma forma intermediária entre o conto e o romance, caracterizada, em geral, por uma narrativa de extensão média na qual toda a ação acompanha a trajetória de um único personagem (o romance, em geral, apresenta diversas tramas e linhas narrativas). Etimologicamente, folhetins televisivos de longa duração deveriam ser chamados em português de telerromances, mas o termo de origem espanhola já está consagrado: telenovelas.

Não é nada diretamente ligado a discordianismo. Não ia escrever sobre a maldita enquanto não tivesse acabado. Mas eu precisava colocar aqui. Estou nas 23 mil palavras de por volta de 60 mil que eu acredito ser a dimensão total. Terminei o primeiro ato minutos antes de começar a postar no blog a fim de não negligencia-lo tanto.

Blog x Livro

Escrever um livro não é fácil. Antes eu achava que se você consegue escrever um blog, logo conseguiria escrever um livro. Não acho mais que seja assim. Precisa-se de uma disciplina maior. Um livro também não é um amontoado de vídeos, piadas e impressões do cotidiano que são escritas em cinco minutos. Se você faz isso em um blog está ótimo. Alguém entra, se diverte. Serviço bem-feito. Em um livro há uma preocupação maior.

Temas

Não sei se o que estou escrevendo se enquadra em uma ficção-científica. Não há nada de naves, laser ou mesmo “ação”. Mas passa-se em um futuro próximo, daqui a cinco anos. O motivo dessa ambientação é para causar um efeito de que um efeito que será vital para a trama aconteça no momento que o leitor está lendo (dentro da história ele se passa a cinco anos atrás, logo, passa-se no ano em que se lê a história). Estou preocupado em não contaminar ideologicamente a história com minhas visões. O que é um bocado complicado, para não dizer quase impossível. Alguns dos temas são: livre-arbítrio, morte, propósito da existência e mais especificamente em uma exploração do Teorema de Thomas (só existe fonte em inglês, aqui).

Só acredito em um deus que saiba dançar

Eu não sou um sujeito que dança. Todas as festas que participei eu ficava parado, olhava em volta e não entendia como as pessoas conseguiam dançar. Havia um trecho na novela que estou escrevendo, em que os dois mundos (pessoas como eu x pessoas que gostam de dançar) colide. Mas eu não tinha idéia nenhuma de como se sentia quem dançava, por que o fazia, e se aquilo era realmente bom. Então, de sexta para sábado, eu e alguns amigos meus fomos em um desses lugares onde há bar, música ao vivo e também DJ. Eu nunca tinha saído. Não sabia como me comportar ou como agir. Para quem dorme normalmente às 9, 9 e meia foi difícil ter que esperar me buscarem às 10 e meia em casa!

O resultado foi que cheguei em casa às 6 da manhã com as pernas doloridas, dor esta que somente me recuperei hoje, terça-feira. No inicio eu não me senti à vontade, nenhum pouco. Havia tantas garotas extremamente bem vestidas, dançando como se nada mais no mundo importasse e eu sendo estimulado por alguns a dançar. Lembro de olhar aquele mar de pessoas e desejar uma nova praga. E também de ter dito: “Não acho que alguém aqui queira discutir Nietzsche ou Schopenhauer”. Tinha uma personagem minha que adora dançar. Não sabia ser sincero ao escrevê-la. Lembrei de “Dance Dance Dance” de Haruki Murakami. E, cada vez que eu me lembro não se parece nenhum pouco com memórias minhas, eu acabei dançando. Dançando o eletro-pop como um robô de 1984, mas mesmo assim dançando.

Nem mesmo precisei beber álcool para me soltar igual alguns prescrevem. Tudo o que eu tomei foi coca-cola, guaraná e água mineral. E me diverti de montão, adorei cada minuto. Aprendi como é ser uma pessoa que eu normalmente não sou. Um dos melhores dias de minha vida com certeza. E o melhor: ainda vou poder usar aquela experiência como material de referência.

Mal posso esperar por mais. Tanto da novela quanto dessa experiência dançante!