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Eu estou feliz: Corinthians foi rebaixado

domingo, 2 de dezembro de 2007

Eu deveria me sentir desapontado com o meu time, Palmeiras, não ter conseguido obter o acesso para a Taça Libertadores, mas tudo o que eu consigo sentir é felicidade. O quanto eu ouvi do meu tio corinthiano sobre a queda do Palmeiras naquele ano trágico sem contar na escola. Eu estou feliz…Poderia morrer agora. O Corinthians está exatamente onde eu queria que estivesse.

queda fez o Corinthians terminar de maneira trágica o ano mais vergonhoso da história do clube, com problemas dentro e, principalmente, fora de campo.

Em 2007, o Corinthians passou mais tempo nas páginas policias, com inúmeras denúncias que decaíram sobre o então presidente Alberto Dualib e o seu vice, Nesi Curi, que, entre outras coisas, respondem por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

Em setembro, após muita pressão, Dualib, enfim, renunciou e deixou o cargo depois de 14 anos no poder. Andrés Sanchez saiu vencedor na eleição e agora trabalha para reestruturar o clube, que tem uma dívida próxima dos R$ 100 milhões.

“Schadenfreude” (lê-se chandenfroide) é uma palavra alemã para a sensação de prazer que a desgraça alheia provoca. Schopenhauer dizia que era uma emoção diabólica, sinal de coração perverso. Eu admito: Meu coração é perverso e pimenta no c* dos outros é refresco. E dos bons.

Palmeiras 3 x Corinthians 0

domingo, 4 de março de 2007

Eu tenho uma relação estranha com o futebol. Torcer para o Palmeiras sempre foi uma das heranças que meu pai me deixou (meu pai faleceu na campanha do Palmeiras para voltar para a primeira divisão do Brasileirão). Este era basicamente a única coisa sobre a qual falávamos e era algo que nos unia. Assistia todos os dias o noticiário esportivo a fim de saber os resultados e informações para ter o que falar com ele. Mesmo assim meu pai morreu sem que jamais tivesse dito “Eu te amo” a ele. (Meu conselho: Não deixem para amanhã, diga isso hoje)

Simplesmente esqueci o futebol. Hora ou outra, principalmente ao encontrar uma pessoa e acho que isso ocorre especialmente no Brasil, alguém pergunta “Que time você torce?”. ÿ como se alguém lhe perguntasse sua religião – E de fato é. ÿ algo que praticamente lhe define e gera crítica ou elogio, dependendo de quem o outro torce.

Como deuses, cada time carrega toda uma mitologia e os jogadores são os heróis lutando por seu deus. Os jogadores e os torcedores podem nunca ter se visto, mas há toda uma história que os precede. Não importa se eles nunca jogaram um contra o outro, em um duelo Corinthians contra Palmeiras eles jogam carregando toda uma história.

Eu não assisto jogos e não me interesso. Uma pequena queda de energia hoje fez com que eu desse uma chance para a televisão, vi o uniforme verde e imediatamente me deixei transportar para a batalha entre os deuses. Vi o primeiro gol do Palmeiras e sorri. Aparti do segundo vibrei junto com os jogadores.

Acho que é perfeitamente compreensível o motivo do futebol ser tão popular. Sei que isso não passa pela cabeça da maioria dos torcedores, mas é mais do que um esporte, é uma luta de ideologias. O Palmeiras pode estar na pior, porém se o Corinthians perdeu, somente isto basta para que o Palmeirense se alegre e vice-versa.

Hoje eu me deixei levar pelo futebol e confesso que foi uma ótima experiência. ÿ uma crença bastante prazerosa (especialmente se o seu deus time ganha o jogo do arqui-rival).

Agora entrando de cabeça no espiríto da coisa, alguém sabe me dizer por que afinal de contas o Corinthinhas é chamado de Coringão e Timão?

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