Em 2007 a Datafolha ouviu a população brasileira sobre tais temas inerentementes polêmicos (tudo que inclui reprodução, direitos de vida e morte despertam celeuma).
55% dos brasileiros são favoráveis eram pena de morte que igualava o record histórico de 1993.
65% dos brasileiros gostariariam que a lei sobre os abortos continue como é atualmente, ou seja, permitido por lei em casos de estupro e riscos para a vida da mãe.
49% dos brasileiros rejeitavam a união civil homossexual, 52% é contra que os mesmos possam adotar crianças.
Hoje um ano depois, a opinião da sociedade brasileira é:
47% são favoráveis à pena de morte, enquanto 46% são contra, o que é basicamente um empate técnico. O que, segundo a Folha diagnostica, revela que a opinião pública a respeito de tais temas é circunstancial e emotiva: No ano passado, a pesquisa foi realizada após a “ressaca” emocional da tragédia ocorrida com João Hélio que foi assassinado brutalmente ao ser arrasdado por 7 quilômetros (acho que todos se lembram do caso).
Sobre a legalização da maconha, 76% consideram que deve continuar proibido por lei e 20% que não deveria mais ser qualificado como crime.
Na questão do aborto, a repulsa somente cresceu, pois hoje, 68% defendem que continue sendo permitido por lei apenas em casos de estupro e riscos para a vida da mãe, 14% que seja permitido em mais situações e 11% ser considerado crime em qualquer caso. E na minha visão também demonstrando o quão circusntancial e emotiva é a opinião pública. Neste ano, a Igreja Católica está movendo sua campanha pró-vida, que vai contra o aborto e diversas outras frentes, inclusive barrar o progresso científico nacional em pesquisas de células tronco embrionárias.
Já a resistência a união civil entre homossexuais teve uma leve queda. Hoje, 45% são contra, 39% a favor e 14% são indiferentes.
Para saber mais sobre a mentalidade do brasileiro, recomendo um livro que mesmo estando no inicio da leitura já me fez pensar um bocado: “A Cabeça do Brasileiro”.Mostra a relação entre o Brasil “arcaico” e “moderno”, e a forma como a educação influencia nossa ética. Recomendado!

crédito: mrcl and his camera









