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Leia ou Morra!

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Então eu tinha um domínio vago. Na verdade eu o comprei com o objetivo de fazer um blog desses caça-níqueis, mas eu não consigo. Simplesmente não consigo. Não é sincero para mim. Mas me faz parender muitas coisas. Me conhecer melhor. Uma delas é que se existe duas maneiras de se fazer algo; a rápida e a devagar eu vou acabar optando por uma terceira, a minha própria, que poderá até mesmo ser mais devagar que a “devagar standart”. Ok, vou parar de escrever sobre isso. Então eu tinha um domínio vago. Resolvi criar um segundo blog que na verdade é um “spin off” do 1001 Gatos de Schrödinger. Então apresento-lhes o Leia ou Morra!.

Do que se trata?

Basicamente o platô “Ficcionáutica” será abordado lá. Será o lugar para livros, quadrinhos e quem sabe filmes. Como prefiro filmes legendados eu acabo os lendo de qualquer forma.

Já disse aqui sobre a novela que estava escrevendo. Durante o processo da mesma foi difícil me adaptar a uma forma narrativa. Minhas incursões pela ficção haviam sido tímidas e sem nenhuma pretensão. Mas quando se diz “vou escrever um livro”, você já tem uma pretensão. Tem que se dedicar. E enfrentei um problema com a voz narrativa. Depois de terminá-la quis sair experimentando novas vozes, formas de mostrar diálogo e ação. Exercícios. Experimentações. Parte delas vai estar no Leia ou Morra. Quando as obras de H.P. Lovecraft entrarem em domínio público esse ano eu estarei publicando um conto baseado em suas idéias lá.

Vou experimentar um novo formato também: webseriais. Veja este artigo da Wikipédia em inglês para mais informações. É basicamente o formato folhetim. “Musashi” foi originalmente publicado desta forma.

Brasil uma Profecia; O título é uma referência a alguns trabalhos de William Blake: “Europe A Prophecy” e “America A Prophecy”. E não tem nada a ver com Blake ou qualquer tema dele.

Círculo Quadrado; Ficções ao redor do discordianismo.

Ditadura de Idiotas; Sobre as pessoas que criam, mantém, estragam e poluem a internet. A primeira história é um conto moral.

primatemaia disseminada; Qfwfq não morreu. Mas volta em nova encarnação.

Convite

Rev. Tiago Madeira e Carol Peters, eu nem os avisei desse side project, estão convocados para fazerem parte. E vocês também. Quem quiser escrever sobre algum livro, algumas personagem ou publicar seu conto, etc. Entre em contato. Eu não mordo (pelo menos não fora de luas cheias).

Quem quiser conhecer o novo blog e spin off deste, sejam bem vindos. Quem não quiser, tudo bem, ele vai continuar lá.

PS: Há 23 header esperando para serem lidas.

Painel de Opiniões sobre Aquecimento Global: Carol Peters & Qfwfq Bing

sábado, 18 de agosto de 2007

Qual é a sua responsabilidade pessoal pelo Aquecimento Global? Declara-se Culpado ou Inocente? Por quê?

 

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Sou inocente por não ter pedido pra nascer humana, mas completamente culpada por me manter inerte, por tomar banhos longos, desperdiçar folhas e folhas de papel escrevendo o meu nome cinco mil vezes, ser consumista e sempre largar a luz acesa.
Quem sabe seja pela demora em conscentir que estejamos prejudicando um planeta inteiro com atos simples do dia-a-dia que demoramos tanto para começar a buscar solução. No momento, não consigo pensar em nada muito útil para salvar o planeta. Creio que deva começar reduzindo meus excessos. A começar pelo banho.

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Visite o Blog da Carol Peters

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Qfwfq fala sobre as reuniões familiares de nós terráqueos. Qfwfq é um alienígena trabalhando na Terra como jornalista intergaláctico. Ele concordou em ceder alguns de seus textos para o nosso blog a fim de expor ?nossas misérias?, ?na vã esperança de que melhorem o pouco que seja?.

Quando questionado sobre sua responsabilidade ele sorriu. “Você por acaso é um completo idiota?”. O silêncio tomou a sala. “Sério. Você é um idiota?”. Vendo que eu não responderia, ele disse “Como eu tenho responsabilidade por este planeta idiota? Essa coisa de mudanças climáticas e poluição são uma das únicas coisas que eu consigo admirar em vocês. Mostra o quão duro vocês dão para tentar se matar“.

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Visite o Platô de Qfwfq Bing

 

[tags]Aquecimento Global, Carol Peters, Qfwfq Bing[/tags]

Como eu escrevo

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

A convite de Norberto Kawakami estarei respondendo ao mesmo a pergunta que é “Como é que você escreve?”. A pergunta é particularmente interessante pois vou poder falar sobre a minha linguagem.

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Antes de tudo, a linguagem humana é estupidamente simples, vocês usam encadeamentos de sons e cada um significa alguma coisa concreta ou a emoções e estados de consciência. De onde eu venho (Celano, nas Plêiades) nós possuímos canais que vocês aqui chamariam de telepáticos, portanto nunca precisamos usar grunhidos para formar palavras. Aliás “palavra” é uma coisa que inexiste me nossa forma de comunicação. Transmitimos conceitos, emoções, imagens complexas demais para explicar a um humano. Como essa transmissão possui por base neurotransmissores em nosso cérebro, podemos criar bebidas ou mesmo alimentos que transmitam uma história: Em meu planeta as pessoas poderiam beber a bíblia ou comer O Senhor dos Anéis.

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Portanto para “escrever” eu tenho que tentar transformar conceitos, emoções, imagens complexas demais para explicar a um humano nesses sinais limitados por 26 caracteres, limitado mais ainda por ser em um idioma específico. Por fim, gosto sempre de ilustrar minhas reportagens sobre esta raça com imagens de festas para denunciar o quão toscos, horríveis e patéticos vocês são.

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É um costume entre nós, da Grande Raça de Yith, de que quando estamos entre extracelanos façamos por uma questão de imersão em suas culturas, replicar os comportamentos por aqui observados, é por isso que irei passar esse “meme” para frente: Felipe Rocha e Leandro Filippi, Como é que vocês escrevem?

[tags]Qfwfq Bing, Notícias da Via Láctea, Meme[/tags]

Famílias Terráqueos

terça-feira, 24 de julho de 2007

Fui convidado por um sujeito a conhecer sua família. O conceito de família terráqueo é bem próximo daquilo que chamamos “genos”: Grupos de indivíduos com grande parte da carga genética parecida. Mesmo possuindo personalidades e gostos diferentes, eles se reunem, segundo o espécime consultado, várias vezes ao longo de uma volta ao redor do Sol e ao longo da vida. Parece que os laços genéticos significam muito para eles.

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A “Reunião Familiar” reune desde os mais jovens em idade de amamentação, quanto os em idade reprodutiva e aqueles em idade de extinção. O evento em si é metalinguístico: Parece que todo e qualquer diálogo se referem à própria reunião. Antes de comer cada um dos pratos servidos à mesa, uma das fêmeas perguntava à outra, proprietária do imóvel que nos encontrávamos como eles foram feitos. Depois era e vez dos elogios ao prato.

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Tivemos uma “emocionante” descrição da viagem de um de seus tios até onde estavamos. Um dos únicos momentos onde as pessoas riram foi quando me pediram para apertar um botão em uma rústica câmera holográfica que registra apenas imagens em 2-D e sem qualquer movimento.

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Famílias, núcleos de indivíduos que dividem a mesma carga genética, pequenos com um núcleo de 2 pessoas e que se estende apenas aos filhos do casal nuclear nascem da escassez. Em algum ponto na caminhada evolutiva desses animais eles enfrentaram a escassez e o bando, grandes grupos de indivíduos que se reúnem a fim de companhia e proteção, se desfez. O estranho no caso terráqueo, é que mesmo agora quando eles não enfrentam tamanha escassez (não, pelo menos na parte que estou), eles continuem reproduzindo o comportamento familiar.

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A Grande Raça de Yith ao qual pertenço nunca passou por tais dificuldades portanto é estranho vê-los reunidos assim. Eu quase me matei ali mesmo na sala mas pensei be me cheguei a conclusão de que me mataria por algo estúpido demais.

[tags]Notícias da Via Láctea, Família, Qfwfq[/tags]