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Tudo o que você precisa

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Então nós compramos. Mesmo com um celular perfeitamente funcional trocamos ele por um novo, só por ser o MG108 e não mais o obsoleto MG105. E continuamos consumindo…Acho maravilhoso ver artistas na MTV dizendo que o problema do planeta é “culpa das grandes corporações”. Que é o pensamento mais simplista e estúpido de todos. Ok, as grandes corporações podem fazer mal à natureza, agir somente visando o lucro, mas quem compra os produtos deles em primeiro lugar? Que lhes dá lucro? Se não fosse pelos consumidores crianos demanda, rapidamente mudariam para um negóocio diferente, talvez menos poluente. Criticar as grandes corporações é como ser um carnívoro e reclamar da morte dos animais e botar toda a culpa no algoz. Então nós compramos.

Você compra tudo o que precisa?

A China produz…
75% dos brinquedos
75% dos relógios
55% dos calçados
50% das câmeras digitais
50% dos contêineres
42% dos monitores
35% dos celulares
33% dos ônibus
30% dos micoondas
30% dos televisores
27% do aço
20% das geladeiras
19% dos caminhões
17% dos têxteis
14% dos carros e das picapes
13% dos navios

Explorando trabalhadores adultos e crianças. Então nós compramos.

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Creative Commons License crédito: Michael Slatoff

Fontes:
Radiohead
Revista Época, nº 527, 23 de Junho de 2008

Postagem Número 666

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

665.png

A imagem acima é da área de administração deste blog, o que significa que esta postagem pela qual você passa os olhos agora é a de número 666. Curiosamente este blog sempre esteve de uma forma ou de outra associado à Besta e coisa afins, inclusive quando o Ow Shit! descobriu-se sendo o número 666 da [sic] blogosfera. O [sic] presente na frase anterior se deve ao fato de que eu concordo com John Gray quando ele diz que ” ‘humanidade’ não existe. Existem apenas seres humanos, impulsionados por necessidades e ilusões conflitivas e sujeitos a todo tipo de condições debilitantes da vontade e do julgamento” [mais aqui], da mesma forma eu acho que “blogosfera”, não existe.

Mas voltemos ao assunto. Como a postagem de número 666 precisa ser comemorada e faremos isso com um videoclipe das antigas do Radiohead com a música “Street Spirit [Fade Out]” aqui Thom Yorke explica singelamente o sentido da música:

“Street Spirit é a nossa música mais pura, mas eu não a escrevi. Ela se escreveu sozinha. Nós somos apenas seus mensageiros, seus catalisadores naturais. Seu âmago é completamente misterioso para mim, e, sabe, eu jamais tentaria escrever algo tão desesperador. Todos as nossas músicas mais tristes têm, em algum lugar, pelo menos alguma determinação para mudar a situaçào. Street Spirit não tem determinação alguma. É como o túnel escuro sem a luz no fim. Representa todos os sentimentos trágicos, é uma pena que o som dessa melodia seja a sua única e própria definição. Todos nós temos uma maneira de lidar com essa música, através da distância. Especialmente eu; Eu afasto meu radar emocional dessa música, ou não posso tocá-la. Eu falharia. Eu quebraria em cima do palco. Esse é o motivo pelo qual a sua letra é apenas um bando de pequenas histórias ou imagens em oposição de uma explicação coesa de seu significado. Para fazer a música, usei imagens que eu achei que poderiam transmitir a totalidade emocional da letra e da melodia trabalhando juntas.

É isso que “todas essas coisas são apenas uma para se engolir completamente” quer dizer. Eu falei de totalidade emocional, porque eu não sei como articular a emoção propriamente dita. Eu falharia… Nossos fãs são mais corajosos que eu, pois deixam a música penetrá-los, ou talvez eles nem sequer saibam o que estão ouvindo. Eles não fazem idéia que Street Spirit fala de encarar o maldito diabo nos olhos, e saber, que não importa o que você fizer, ele dará a última risada. E é real, e verdadeiro. O diabo realmente vai dar a última gargalhada em todas as ocasiões, sem excessão, e se eu me permitisse pensar sobre isso por muito tempo, eu quebraria.”

Agora encare o maldito diabo nos olhos:

Radiohead: “01 e 10″, Ok Computer e In Rainbows formariam uma única obra?

domingo, 21 de outubro de 2007

Eu acho que não foi apenas uma vez em que expressei o quanto gosto de Radiohead. Muito se tem falado da banda no sentido em que ela é a primeira grande banda de peso a adotar um novo modo de comercializar sua música: através de download dos mp3’s pagando-se a quantia que desejar por cada download. Outros é claro enfatizam a música que cada vez mais se tornou inclassificável. Eu acredito que o Radiohead sejam nossos Beatles. Por “nossos Beatles” eu não quero dizer musicalmente ou em termos de vendo, mas no que eles significam. Os Beatles revolucionaram a forma de se fazer música, inspiraram centenas de outros e é isto que o Radiohead está fazendo agora. Cada ramo (música, arte, negócios, filmes, filosofia) costuma ter uns poucos Titãs Criativos que mudam o cenário ao redor deles e estabelecem rumos que serão explorados até um dessas novas forças criativas surgirem. Pois eu afirmo: Radiohead é o atual Titã Criativo.

Atualmente muitos poucos poderiam almejar tal posição. Nem vou citar os hypes que prometem mudar tudo até desmancharem no ar. A teoria prosposta pelo Puddlegum sobre o novo álbum e a forma como se relaciona com a obra-prima “Ok Computer” será adaptado para nosso idioma em seus pontos mais importantes:

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Dez anos após Ok Computer chocar o mundo, o Radiohead lançou In Rainbows no dia 10 de Outubro (10/10). Embora ninguém esperasse o álbum ser lançado até 2008, o Radiohead anunciou In Rainbows com apenas dez dias de vantagem. In Rainbows, que consiste de dez letras, possui dez faixas, e será puxado segundo rumores de dez servidores.

Durante o processo criativo para escrever as músicas e gravá-las do Ok Computer, o Radiohead usou o título de trabalho de Zeros and Ones. Se Ok Computer é representado por 01, e In Rainbows é representado por 10, então nós temos 01 e 10.

Considerem que em In Rainbows foi feito com o obejtivo de complementar o OK Computer,musicalmente, nas letras, e na estrutura. Nós encontraríamos que os dois albuns podem ser unidos de forma belíssima. Ao combinar as faixas para formar uma única playlist, 01 e 10, nós temos uma experiência sonora memorável. As transições entre as canções são estarrecedoras, e parece que isto foi feito com tal propósito.

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Radiohead – 01 and 10 playlist:

1. Airbag (OK Computer)
2. 15 Step (In Rainbows)
3. Paranoid Android (OK Computer)
4. Bodysnatchers (In Rainbows)
5. Subterranean Homesick Alien (OK Computer)
6. Nude (In Rainbows)
7. Exit Music (For A Film) (OK Computer)
8. Weird Fishes/Arpeggi (In Rainbows)
9. Let Down (OK Computer)
10. All I Need (In Rainbows)
11. Karma Police (OK Computer)
12. Fitter Happier (OK Computer)
13. Faust Arp (In Rainbows)
14. Electioneering (OK Computer)
15. Reckoner (In Rainbows)
16. Climbing Up The Walls (OK Computer)
17. House Of Cards (In Rainbows)
18. No Surprises (OK Computer)
19. Jigsaw Falling Into Place (In Rainbows)
20. Lucky (OK Computer)
21. Videotape (In Rainbows)
22. The Tourist (OK Computer)

Ouvi a playlist citada acima pelo menos duas vezes. Na primeira meio cético mas aos poucos eu fui vendo que tal teoria tem sim algo de bem coesa e agora eu posso dizer que aceito como, se não como uma idéia totalmente de Thom Yorke (vamos ver se ele se manifestará), mas pelo menos uma ótima forma de combinar dois discos da banda. Lembro de já ter lido em algum lugar uma teoria de que “Ok Computer” era baseado no livro “1984″ de Orwell…Mais uma lenda do rock? Decida por si mesmo.

[fonte]

Links:
In Rainbows
Radiohead

[tags]In Rainbows,Ok Computer,Radiohead,Thom Yorke,01 and 10[/tags]