Posts com a Tag ‘religião’

Preso Cristão Assassino

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Com apenas dezesseis anos foi preso um assassino cristão. Segundo a polícia, ele confessou ter matado três pessoas. Os homicídios em Rio Brilhante, que teriam sido praticados pelo adolescente, ocorreram em julho, agosto e outubro. Três corpos -de um homem, de uma mulher e de uma adolescente – foram encontrados dispostos em forma de cruz. A população atribuía as mortes ao maníaco da cruz . O rapaz disse para a polícia que se inspirava no motoboy Francisco de Assis Pereira, o maníaco do parque , para cometer os crimes. Pereira matou ao menos seis mulheres em São Paulo em 1998. O adolescente afirmou, de acordo com a polícia, que queria matar mais pessoas do que Pereira.

Na casa do rapaz, onde ele vivia com a mãe e o padrasto, a polícia encontrou imagens do maníaco do parque e jornais que noticiavam as mortes em Rio Brilhante. A polícia também diz ter encontrado na casa um canivete, luvas cirúrgicas com marcas de sangue e pertences das vítimas, entre eles um celular.

O primeiro corpo, de Catalino Cardeira, 33, foi achado em julho. Com braços abertos e sinais de facadas pelo corpo, tinha a inscrição Inri , possivelmente feita com sangue, no peito. Em agosto, foi encontrado o corpo de Letícia Oliveira, 22, nu, sobre um túmulo em um cemitério. Na terça-feira, Gleici Keli da Silva, 13, foi localizada morta em um assentamento. As duas foram estranguladas. A polícia apresentou uma lista apreendida com o adolescente que trazia nomes de supostas vítimas e anotações como salva e morta.

Fundamentalismo cristão

Assim como a mídia adora estampar sobre os muçulmanos, há nos textos sagrados cristãos fundamentos para que se aja de forma violenta, assassinando todos aqueles que não compartilham de suas crenças. Em Josué e Juízes há muitas passagens onde a divindade imaginada pelos cristãos se alia aos hebreus para eliminar povos inteiros (genocídio) com trechos como “…E não deixaram nada que respirasse…” ou “…sem deixar nem sequer um…”. Tais atos mostravam o comprometindo dos hebreus com seu criador que fez uma aliança com eles (e como um adesivo diz: “deus é fiel”, acho estranho 6.000.000 deles terem sido deixados mortos diretamente pela Alemanha nazista).

Assim como o RPG cria assassinos parece que os livros do cristianismo também o fazem. Os corpos das vítimas foram encontrados dispostos em forma de cruz, o que deu origem ao nome maníaco da cruz . De uma delegacia em Campo Grande, onde está detido desde anteontem, o rapaz disse, com voz calma e pausada, ter submetido suas vítimas – a quem chama de “falsos cristãos” – a uma espécie de entrevista antes de matá-las. O garoto conta que fazia perguntas relacionadas a religião, virgindade e à opção sexual das pessoas.

Ou seja, não atenda mais aqueles cristãos que batem em sua porta aos domingos! (nunca se sabe o que eles podem tirar da bolsa).

australia '08
Creative Commons License crédito da foto: abettername

Como conseguir uma esposa (Estilo Velho Testamento)

terça-feira, 8 de abril de 2008

Confesso que não gosto muito dos métodos atuais empregados para arrumar uma namorada/noiva/esposa (essas são as evoluções do pokémon mulher). Primeiro você tem que ter um carro, falar coisas como “E aí, mina, tudo em cima?”, “Que pernas! A que horas abrem?” ou “Eu não sou ginecologistas, mas posso dar uma olhada”. E então você engravida ela e se casam. Não gosto desse método usado por 80% dos casais. Foi pensando em novas metodologias que fui atrás de métodos old school.

Comecei com a infância da raça. Um homem, um tacape. Você acertava a jovem na cabeça e a arrastava pelo cabelo [fonte: diversos desenhos animados]. Acredito que a característica genética que dava cabelos tão fortes para elas devia ser recessivo. Hoje em dia as garotas não deixam que você nem mesmo toque no maldito cabelo delas. Fazem tratamentos e mais tratamentos para eliminar células mortas e tratar a pele, logo deveriam raspar o cabelo. Isso não passa de um monte de célula morta, supere mulher!

Mas como são elas que possuem a vagina, temos que jogar de acordo com as regras. Método um, descartado. Então me deparei com outro método old school. Na verdade, old testament. Não apenas um, mas 14. É agora que eu me caso!

Encontre uma prisioneira de guerra atrativa, leve ela para sua casa, raspe o cabelo dela (afinal, é apenas células mortas), corte as unhas delas, e lhe dê novas roupas. Então ela é sua (isso provavelmente faz Netinho com seu “dia de princesa”, dono de um verdadeiro harém). Deuteronômio 21:11-13

Encontre uma prostituta e se case com ela (a mesma pode resolver contar a vida em livro e ganhar um bom dinheiro com isso). Oséias 1:1-3

Faça como Moisés, impressione seu futuro sogro dando àgua para o rebanho. Êxodo 2:16-21

Ou seja tão esperto como Boaz, compre um pedaço de propriedade, e pegue uma mulher como parte do acordo (mas pechinche para conseguir a mais esbelta). Rute 4:5-10

Você vai a festas e tenta impressionar as garotas dançando? Tendo um bom papo? Provavelmente a resposta é “sim” pois você está sentado aqui lendo um blog enquanto poderia estar fazendo seu bebê gorpar. Faça como Benjamim, vá para um festa e se esconda. Quando a mulher for dançar, pegue ela  a carregue para ser sua esposa. Simples assim. Juízes 21:19-25

Mas os sortudos mesmo nem precisam se preocupar. Se for contemplado no sorteio, deus lhe criará uma mulher enquanto você dorme. Gênesis 2:19-24

Concorde em trabalhar sete anos a fim de ganhar a mão de uma mulher. Seja enganado para se casar com a irmã errada. Então trabalhe mais sete anos para se casar com a mulher que você originalmente planejava. Soa complicado, leva um bocado de tempo, mas sempre dá certo, pergunte a Jacó. Gênesis 29:15-30

Corte 200 prepúcios de seus inimigos e presenteie seu sogro para conseguir a esposa. 1 Samuel 18:27

Mesmo quando não há mais ninguém, apenas ande por aí que você definitivamente acha ninguém. Caim fez isso e deu certo. Gênesis 4:16-17

Meu predileto: Torne-se o imperador de uma grande nação e faça um concurso de beleza. Essa eu garanto sucesso. Ester 2:3-4

Quando você ver alguém que goste, vá para casa e conte a seus pais, “Eu vi uma…mulher; agora a consigam para mim”. Se seus pais questionarem a decisão, simplesmente diga “Pegue-a para mim. Ela agrada aos meus olhos” (embora sinceridade seja muito apreciada, não é sábio usar “ela me deu uma ereção” como argumento). Juízes 14:1-3

Mate algum cara casado e pegue sua esposa (afinal mulheres que precisam de consolo são mais atraentes que as resolvidas). 2 Samuel 11

Espere seu irmão casado morrer, a esposa dele será sua. Prática comum, há no Deuteronômio, Levítico e um exemplo em Rute.

Não seja seletivo demais. Prefira quantidade a qualidade. Salomão, segundo alguns um dos caras mais sábios que existiram, fazia isso. Ele é o autor dos Salmos, não pode estar errado. 1 Reis 11:1-3

Fonte


Creative Commons License crédito: sizumaru. Do “alto” dos meus 1,67, se eu fosse realmente me casar um dia, a probabilidade de isso acontecer seria “alta”. Estou orgulhoso com meu recorde, para debochar de minha altura usei dois trocadilhos. Que beleza, não acham?

Maiêutica

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

“Em princípio achei estranho viver entre os azande e ouvir suas ingênuas explicações de infortúnios que, para nós, têm causas evidentes. Depois de certo tempo aprendi a lógica do seu pensamento e passei a aplicar noções de feitiçaria de forma tão espontânea quanto eles mesmos, nas situações em que o conceito era relevante. Um menino bateu o pé num pequeno toco de madeira que estava em seu caminho — coisa que acontece freqüentemente na África –, e a ferida doía e incomodava. O corte era no dedão e era impossível mantê-lo limpo. Inflamou. Ele afirmou que bateu o dedo no toco por causa da feitiçaria. Como era meu hábito argumentar com os azande e criticar suas declarações, foi o que eu fiz. Disse ao garoto que ele batera o pé no toco de madeira porque ele havia sido descuidado, e que o toco não havia sido colocado no caminho por feitiçaria, pois ele ali crescera naturalmente. Ele concordou que a feitiçaria não era responsável pelo fato de o toco estar no seu caminho, mas acrescentou que ele tinha os seus olhos bem abertos para evitar tocos — como, na verdade, os azande fazem cuidadosamente — e que se ele não tivesse sido enfeitiçado ele teria visto o toco. Como argumento final para comprovar o seu ponto de vista ele acrescentou que cortes não demoram dias e dias para cicatrizar, mas que, ao contrário, cicatrizam rapidamente, pois esta é a natureza dos cortes. Por que, então, sua ferida teria inflamado e permanecido aberta se não houvesse feitiçaria atrás dela?”
(E. E. Evans-Pritchard em “Witchcrafts, Oracles and Magic among the Azande”)

Independente de sua crença ou falta de crença, você leu o texto acima e deve ter gargalhado das explicações ingênuas dos “azande” para fenômenos que a nossa ciência “prova”, assim como o escritor deste excerto. Porém, daqui a alguns anos, com certeza haverá gente rindo da nossa “ignorância” com uma nova filosofia baseada em outras premissas.

Já parou pra pensar nisso?

Respostas de Dawkins às críticas a “Deus, um delírio”

sábado, 29 de setembro de 2007

Embora Richard Dawkins as tenha exposto como as críticas que recebeu graças a “Deus, um delírio”, ele mostra em argumentos simples que podem ser estendidos a qualquer crítica teísta. Tive inclusive um comentário nesta postagem que ao longo do texto poderemos concluir o quão ele é a modinha de pensar religiosa:

Só para lembrar o Papa só tem 10 doutoradodos e fala mais de 10 idiomas, é o sucessor direto de Jesus Cristo, e a igreja católica é a unica igreja fundada por Ele***A ÚNICA***, nós graças a Deus não precisamos argumentar nada, pois nossas respostas estão todas na biblia deixada para nós todos por Jesus.***É SÓ LER, E SE PRECISO ESTUDAR UM POUCO A BIBLIA PARA ENTENDE-LA.DEUS ABENÇOE.

NÃO SE PODE CRITICAR A RELIGIÃO SEM UMA ANÁLISE DETALHADA DE LIVROS ERUDITOS DE TEOLOGIA.

Best-seller-surpresa? Se eu tivesse me embrenhado, como um crítico intelectual consciente gostaria, nas diferenças epistemológicas entre Aquino e Duns Scotus; se tivesse feito jus a Erígena na questão da subjetividade, a Rahner na da graça ou a Moltmann na da esperança (como ele esperou em vão que eu fizesse), meu livro teria sido mais que um best-seller- surpresa: teria sido um best-seller milagroso. Mas a questão não é essa. Diferentemente de Stephen Hawking (que seguiu o conselho de que cada fórmula que ele publicasse reduziria as vendas pela metade), eu de bom grado abriria mão do status de best-seller caso houvesse a mais remota esperança de que Duns Scotus fosse iluminar minha questão central, se Deus existe ou não. A enorme maioria dos textos teológicos simplesmente assume que ele existe, e parte daí. Para os meus propósitos, preciso levar em conta apenas os teólogos que considerem a sério a possibilidade de que Deus não exista e argumentem por sua existência. Acho que isso o capítulo 3 faz, com — espero — bom humor e abrangência suficientes. Em termos de bom humor, não tenho como superar a esplêndida “Resposta do cortesão”, publicada por P. Z. Myers em seu blog Pharyngula.

Analisei as insolentes acusações do sr. Dawkins, exasperado com sua falta de seriedade acadêmica. Aparentemente, ele não leu os discursos detalhados do conde Roderigo de Sevilha sobre o couro singular e exótico das botas do imperador, nem dedica um segundo sequer à obra-prima de Bellini, Sobre a luminescência do chapéu de plumas do imperador. Temos escolas inteiras dedicadas a escrever tratados eruditos sobre a beleza dos trajes do imperador, e todos os grandes jornais têm uma seção dedicada à moda imperial; [...] Dawkins ignora com arrogância todas essas ponderações filosóficas profundas e acusa cruelmente o imperador de nudez. [...] Enquanto Dawkins não for treinado nas lojas de Paris e Milão, enquanto não aprender a distinguir um babado de uma pantalona, devemos todos fingir que ele não se manifestou contra o gosto do imperador. Sua educação em biologia pode lhe dar a capacidade de reconhecer genitálias balançantes quando vir uma, mas não o ensinou a apreciar adequadamente os Tecidos Imaginários.

Ampliando o argumento, a maioria de nós desqualifica sem problemas as fadas, a astrologia e o Monstro de Espaguete Voador, sem precisar afundar em livros de teologia pastafariana, e assim por diante. A próxima crítica é parente desta: a grande crítica do “testa-de-ferro”.

VOCÊ SEMPRE ATACA O QUE HÁ DE PIOR NA RELIGIÃO E IGNORA O QUE HÁ DE MELHOR.

“Você persegue oportunistas grosseiros e incendiários como Ted Haggard, Jerry Falwell e Pat Robertson, em vez de teólogos sofisticados como Tillich ou Bonhoeffer, que ensinam o tipo de religião em que acredito.” Se o predomínio fosse só dessa espécie sutil e amena de religião, o mundo sem dúvida seria um lugar melhor, e eu teria escrito outro livro. A melancólica verdade é que esse tipo de religião decente e contido é numericamente irrelevante. Para a imensa maioria de fiéis no mundo todo, a religião parece-se muito com o que se ouve de gente como Robertson, Falwell ou Haggard, Osama bin Laden ou o aiatolá Khomeini. Não se trata de testas-de-ferro; são todos influentes demais e todo mundo hoje em dia tem de lidar com eles.

SOU ATEU, MAS QUERO ME DISSOCIAR DE SUA LINGUAGEM ESTRIDENTE, DESTEMPERADA E INTOLERANTE.

Na verdade, quando se analisa a linguagem de Deus, um delírio, ela é menos destemperada ou estridente do que a que achamos muito normal — quando ouvimos analistas políticos, por exemplo, ou críticos de teatro, arte ou literatura. Minha linguagem só soa contundente e destemperada por causa da estranha convenção, quase universalmente aceita (veja a citação de Douglas Adams nas páginas 45 e 46), de que a fé religiosa é dona de um privilégio único: estar além e acima de qualquer crítica.

Em 1915, o parlamentar britânico Horatio Bottomley recomendou que, depois da guerra, “se por acaso num restaurante você descobrir que está sendo servido por um garçom alemão, jogue a sopa na cara suja dele; se você se vir sentado ao lado de um secretário alemão, vire o tinteiro na cabeça suja dele”. Isso, sim, é estridente e intolerante (e, eu teria pensado, ridículo e ineficaz como retórica mesmo para aquela época). Compare a frase com a que abre o capítulo 2, que é o trecho citado com mais freqüência como “estridente”. Não cabe a mim dizer se fui bem-sucedido, mas minha intenção estava mais próxima da de um golpe duro, mas bem-humorado, do que da polêmica histérica. Nas leituras em público de Deus, um delírio, esse é exatamente o trecho que garantidamente produz uma boa risada, e é por isso que minha mulher e eu sempre o usamos como abertura para quebrar o gelo com uma nova platéia. Se eu pudesse me aventurar a sugerir por que o humor funciona, acho que diria que é o desencontro incongruente entre um assunto que poderia ter sido expresso de forma estridente ou vulgar e a expressão real, numa lista compridíssima de latinismos ou pseudo-academicismos (“filicida”, “megalomaníaco”, “pestilento”).

Meu modelo aqui foi um dos escritores mais engraçados do século xx, e ninguém chamaria Evelyn Waugh de histérico ou estridente (até entreguei o jogo ao mencionar seu nome na anedota que vem logo depois, na página 55). Críticos de literatura ou de teatro podem ser zombeteiramente negativos e ganhar elogios pela contundência sagaz da resenha. Mas nas críticas à religião até a clareza deixa de ser virtude para soar como hostilidade. Um político pode atacar sem dó um adversário no plenário do Parlamento e receber aplausos por sua combatividade. Mas basta um crítico sóbrio e justificado da religião usar o que em outros contextos seria apenas um tom direto para a sociedade polida balançar a cabeça em desaprovacão; até a sociedade polida laica, e especialmente aquela parte da sociedade laica que adora anunciar: “Sou ateu, MAS…”.
VOCÊ SÓ ESTÁ PREGANDO PARA OS JÁ CONVERTIDOS. DE QUE ADIANTA?
O “Cantinho dos Convertidos” no RichardDawkins.net já invalida a mentira, mas mesmo que a levássemos a sério há boas respostas. Uma é que o coro dos descrentes é bem maior do que muita gente imagina, sobretudo nos Estados Unidos. Mas, de novo sobretudo nos Estados Unidos, é em grande parte um coro “no armário”, e precisa desesperadamente de incentivo para sair dele. A julgar pêlos agradecimentos que recebi em toda a turnê americana do lançamento do livro, o incentivo dado por pessoas como Sam Harris, Dan Dennett, Christopher Hitchens e por mim é bastante apreciado. Uma razão mais sutil para pregar aos já convertidos é a necessidade de conscientização. Quando as feministas nos conscientizaram sobre os pronomes sexistas, elas estariam pregando só aos já convertidos no que se referia a questões mais significativas dos direitos das mulheres e dos males da discriminação. Mas aquele coro decente e liberal ainda precisava ser conscientizado sobre a linguagem do dia-a-dia. Por mais atualizados que estivéssemos nas questões políticas relativas aos direitos e à discriminação, ainda assim adotávamos inconscientemente convenções que faziam metade da raça humana sentir-se excluída.
Há outras convenções lingüísticas que precisam seguir o mesmo caminho dos pronomes sexistas, e o coro ateísta não é exceção. Todos nós precisamos ser conscientizados. Tanto ateus como teístas observam inconscientemente a convenção da sociedade … de que devemos ser especialmente polidos e respeitadores em relação à fé. E nunca me canso de chamar a atenção para a aceitação tácita, por parte da sociedade, da rotulação de crianças pequenas com as opiniões religiosas de seus pais. Os ateus precisam se conscientizar da anomalia: a opinião religiosa é o tipo de opinião dos pais que — por consenso quase universal — pode ser colada em crianças que, na verdade, são pequenas demais para saber qual é sua
opinião. Não existe criança cristã: só filhos de pais cristãos. Use todas as oportunidades para marcar essa posição.

VOCÊ É TÃO FUNDAMENTALISTA QUANTO AQUELES QUE CRITICA.

Não, por favor, é fácil demais confundir uma paixão capaz de mudar de opinião com fundamentalismo, coisa que nunca farei. Cristãos fundamentalistas são apaixonadamente contra a evolução, e eu sou apaixonadamente a favor dela. Paixão por paixão, estamos no mesmo nível. E isso, para algumas pessoas, significa que somos igualmente fundamentalistas. Mas, parafraseando um aforismo cuja fonte eu não saberia precisar, quando dois pontos de vista contrários são manifestados com a mesma força, a verdade não está necessariamente no meio dos dois. É possível que um dos lados esteja simplesmente errado. E isso justifica a paixão do outro lado.
Os fundamentalistas sabem no que acreditam e sabem que nada vai mudar isso. A citação de Kurt Wise na página 366 diz tudo: “[...] se todas as evidências do universo se voltarem contra o criacionismo, serei o primeiro a admiti-las, mas continuarei sendo criacionista, porque é isso que a Palavra de Deus parece indicar. Essa é minha posição”. A diferença entre esse tipo de compro¬misso apaixonado com os fundamentos bíblicos e o compromisso igualmente apaixonado de um verdadeiro cientista com as evidências é tão grande que é impossível exagerá-la. O fundamentalista Kurt Wise declara que todas as evidências do universo não o fariam mudar de opinião. O verdadeiro cientista, por mais apaixonadamente que “acredite” na evolução, sabe exatamente o que é necessário para fazê-lo mudar de opinião: evidências. Como disse J. B. S. Haldane, quando questionado sobre que tipo de evidência poderia contradizer a evolução: “Fósseis de coelho no Pré-cambriano”. Cunho aqui minha própria versão contrária ao manifesto de Kurt Wise: “Se todas as evidências do universo se voltarem a favor do criacionismo, serei o primeiro a admiti-las, e mudarei de opinião imediatamente. Na atual situação, porém, todas as evidências disponíveis (e há uma quantidade enorme delas) sustentam a evolução. É por esse motivo, e apenas por esse motivo, que defendo a evolução com uma paixão comparável à paixão daqueles que a atacam. Minha paixão baseia-se nas evidências. A deles, que ignora as evidências, é verdadeiramente fundamentalista”.

SOU ATEU, MAS A RELIGIÃO VAI PERSISTIR. CONFORME-SE.

“Você quer se ver livre da religião? Boa sorte! Você acha que vai conseguir se ver livre da religião? Em que planeta você vive? A religião faz parte dele. Esqueça isso!” Eu agüentaria qualquer um desses argumentos, se eles fos¬sem ditos num tom que chegasse pelo menos perto do da pena ou da preocupação. Pelo contrário. O tom de voz é às vezes até alegrinho. Não acho que se trate de masoquismo. O mais provável é que possamos de novo classificar o fenômeno como a “crença na crença”. Essa gente pode não ser religiosa, mas adora a idéia de que os outros sejam. O que me leva à categoria final das minhas réplicas.

SOU ATEU, MAS AS PESSOAS PRECISAM DA RELIGIÃO.

“O que você vai colocar no lugar dela? Como você vai consolar quem perde um ente querido? Como vai suprir a carência?”
Quanta condescendência! “Você e eu, é claro, somos inteligentes e cultos demais para precisar de religião. Mas as pessoas comuns, a patuléia, o proletariado orwelliano, os semi-idiotas deltas e ípsilons huxleanos, eles precisam da religião.” Isso me faz lembrar de uma ocasião em que estava dando uma palestra numa conferência sobre a compreensão pública da ciência, e investi brevemente contra “baixar o nível”. Na sessão de perguntas e respostas do final, uma pessoa da platéia ficou de pé e sugeriu que “baixar o nível” poderia ser necessário para “trazer as minorias e as mulheres para a ciência”. Seu tom de voz mostrava que ela realmente acreditava que estava sendo liberal e progressista. Só fico imaginando o que as mulheres e as “minorias” da platéia acharam. Voltando à necessidade de consolo da humanidade, ela existe, é claro, mas não há alguma infantilidade na crença de que o universo nos deve um consolo, como de direito? A afirmação de Isaac Asimov sobre a infantilidade da pseudociência é igualmente aplicável à religião: “Vasculhe cada exemplar da pseudociência e você encontrará um cobertorzinho de estimação, um dedo para chupar, uma saia para segurar”. É impressionante, além do mais, a quantidade de gente que não consegue entender que “X é um consolo” não significa “X é verdade”. Uma crítica análoga a essa trata da necessidade de um “propósito” na vida. Citando um crítico canadense:

Os ateus podem estar certos sobre Deus. Vai saber. Mas, com Deus ou sem Deus, fica claro que há algo na alma humana que demanda a crença de que a vida tem um objetivo que transcende o plano material. Era de imaginar que um empiricista do tipo mais-racional-que-vós como Dawkins reconhecesse esse aspecto imutável da natureza humana [...] Será que Dawkins acha mesmo que este mundo seria um lugar mais humano se todos nós procurássemos a verdade e o consolo em Deus, um delírio e não na Bíblia?

Na verdade sim, já que você mencionou “humano”, sim, acho, mas devo repetir, mais uma vez, que o potencial de consolo de uma crença não eleva seu valor de verdade. É claro que não posso negar a necessidade de consolo emocional, e não tenho como defender que a visão de mundo adotada neste livro ofereça um consolo mais que apenas moderado para, por exemplo, quem perdeu um ente querido. Mas, se o consolo que a religião parece oferecer se fundamenta na premissa neurologicamente implausibilíssima de que sobrevivemos à morte de nosso cérebro, você está mesmo disposto a defendê-lo? De qualquer maneira, acho que nunca encontrei ninguém que não concorde que, nas cerimônias fúnebres, as partes não religiosas (homenagens, poemas ou músicas favoritas do falecido) são mais tocantes que as orações.
Depois de ler Deus, um delírio, o dr. David Ashton, um médico britânico, escreveu-me contando da morte inesperada, no Natal de 2006, deseu adorado filho Luke, de dezessete anos. Pouco antes, os dois haviam conversado elogiando a entidade sem fins lucrativos que estou montando para incentivar a razão e a ciência. No enterro de Luke, na ilha de Man, seu pai sugeriu à congregação que, se alguém quisesse fazer algum tipo de contribuição em memória do filho, deveria enviá-la a minha fundação, como Luke gostaria. Os trinta cheques recebidos somaram mais de 2 mil libras, incluindo mais de seiscentas libras arrecadadas num evento no público local. O garoto era obviamente muito querido. Quando li o livreto da cerimónia fúnebre, chorei, literalmente, embora não conhecesse Luke, e pedi permissão para reproduzi-lo no RichardDawkins.net. Um gaitista solitário tocou o lamento local “Ellen Vallin”. Dois amigos fizeram discursos de homenagem, e o dr. Ashton recitou o belo poema “Fern Hill” ["Monte das samambaias"] (“Era eu jovem e tranqüilo, debaixo das macieiras” — que evoca tão dolorosamente a juventude perdida). E então, e tenho de respirar fundo para contar, ele leu as primeiras linhas de meu Desvendando o arco-íris, linhas que havia tempos eu tinha separado para o meu próprio enterro.

Nós vamos morrer, e isso nos torna afortunados. A maioria das pessoas nunca vai morrer, porque nunca vai nascer. As pessoas potenciais que poderiam estar no meu lugar, mas que jamais verão a luz do dia, são mais numerosas que os grãos de areia da Arábia. Certamente esses fantasmas não nascidos incluem poetas maiores que Keats, cientistas maiores que Newton. Sabemos disso porque o conjunto das pessoas possíveis permitidas pelo nosso DNA excede em muito o conjunto de pessoas reais. Apesar dessas probabilidades assombrosas, somos eu e você, com toda a nossa banalidade, que aqui estamos…

Nós, uns poucos privilegiados que ganharam na loteria do nascimento, contrariando todas as probabilidades, como nos atrevemos a choramingar por causa do retorno inevitável àquele estado anterior, do qual a enorme maioria jamais nem saiu?

É óbvio que há exceções, mas suspeito que para muitas pessoas o principal motivo de se agarrarem à religião não seja o fato de ela oferecer consolo, e sim o de elas terem sido iludidas por nosso sistema educacional e não se darem conta de que podem não acreditar. Decerto é assim para a maioria das pessoas que acham que são criacionistas. Simplesmente não ensinaram direito a elas a impressionante alternativa de Darwin. É provável que o mesmo aconteça com o mito depreciativo de que as pessoas “precisam” da religião. Numa conferência recente, em 2006, um antropólogo (e exemplar perfeito do tipo eu-sou-ateu-mas) citou a resposta de Golda Meir quando questionada se acreditava em Deus: “Acredito no povo judaico, e o povo judaico acredita em Deus”. Nosso antropólogo usou sua própria versão: “Acredito nas pessoas, e as pessoas acreditam em Deus”. Prefiro dizer que acredito nas pessoas, e as pessoas, quando incentivadas a pensar por si sós sobre toda a informação disponível hoje em dia, com muita freqüência acabam não acreditando em Deus, e vivem uma vida realizada — uma vida livre de verdade.

[tags]deus um delírio,Richard Dawkins,best seller, julgando godot,argumentos[/tags]

Sua alma é de primeira viagem?

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Na Criação, teria o Grande-Ser-Supremo-Que-Não-Evita-Uma-Simples-Morte-Banal criado também todas as almas que existiriam (como os óvulos em uma mulher) ou criaria milhares delas a cada vez, uma para cada ser individual (como os espermatozóides) ?

A pergunta é extremamente importante no que toca à problemática da reencarnação. Daria para se fazer seleções de futebol com loucos que se declaram Cleópatra, Alexandre o Grande, Van Gogh ou, clássico dos clássicos, Napoleão. Não passam de bestas quadradas como todo mundo pois há um problema grave nesta teoria que é apontado no filme-viagem “Waking Life”.

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A população mundial duplicou nos últimos 50 anos. Então se você acredita nessa história egoísta e megalomaníaca de ter uma alma imortal há 50% de chance de sua alma ter mais de 50 anos. Para que ela tenha 150 anos é uma chance em 6. Entende aonde se quer chegar?

A maioria de nós é alma de primeira viagem. Ou essa coisa de alma simplesmente não existe. Se alguém conhecer o Grande-Ser-Supremo-Que-Não-Evita-Uma-Simples-Morte-Banal por favor peçam para que ele se manifeste nos comentários.

[tags]Alma,Interzone[/tags]

O Espírito Santo Está Aqui!

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

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Tudo vai parecer ser uma pequena heresia, mas não desista de ler até o fim: só assim você acabará descobrindo o que eu estou fazendo por você. Sim, por você. Pronto?

Vou colocar tudo de uma forma bem simples: Eu nego o Espírito Santo. Eu nego o Espírito Santo. Eu nego o Espírito Santo. Eu sempre achei a pombinha do Espírito Santo o mais gay de todos os três.

Horrível, certo? Agora siga os passos:

1.

Schopenhauer, o imperador da filosofia e provavelmente o filósofo mais citado neste blog, certa vez já chamou atenção para o fato de que ler é pensar com a cabeça alheia. Seu cérebro interpreta as letras nesta tela de computador e elas fazem parte de seu fluxo de pensamento, logo, o racícinio de certa forma está correto.

2.

Em Mateu 16, versículos 27 e 28 no Príncipia Discórdia do Cristianismo (conhecido como Bíblia por alguns), Jebus diz, mais ou menos o que se segue: “Ouvistes o que foi dito: Não adulterarás, porra! Eu porém vós digo cambada de pecador!: Qualquer que olhar para uma mulher com intenção pura no coração, já adulterou com ela.” O que isso significa em pratos limpos? Que para o cristão, o pensamento é o ato consumado. Como não se precisa de um ato, e meramente uma intenção, um pensamento aleatório em uma leitura descompromissada – isso é pecado. Para pecar, basta pensar. O que nos leva diretamente ao último passo.

3.

Você provavelmente se tivesse que escolher entre uma eternidade de dor e sofrimento ou a salvação em um lugar que lembra um céu cheio de nuvens, ensolarado e com anjinhos nús, escolheria a última opção, principalmente se fosse o Michael Jackson. E para ser salvo é fácil. Basta aceitar Jesus em seu coração! E Jesus é um cara legal, ele perdoa você de qualquer coisa: mentira, assassinato, pornografia na internet. Inclusive se você falar mal dele como dizer que o coitado disse algo como “Não adulterarás, porra!”. Jesus lhe perdoaria! Mas, no entanto (sempre há um “mas” para deixar as coisas mais interessantes), há um pecado que é imperdoável. Se você fizer isso, estará condenado para sempre, sem poder dar nenhum um telefonema ou chamar o advogado. É tão imperdoável que não bastou entrar uma, mas duas vezes na Bíblia que como é inspirada por deus, fez questão de deixar duas vezes escrita.

Lucas 12:10

“Todo aquele que proferir uma palavra contra o Filho do Homem, isso lhe será perdoado, mas para aquele que blasfemar contra o Espírito Santo, não haverá perdão”

Marcos 3:29

“Mas aquele que blasfemar contra o Espírito Santo não tem perdão para sempre, visto que é pecado eterno”

Percebem onde quero chegar? Eu e você sabemos que você leu as linhas lá em cima e eu nego o Espírito Santo, oh! e agora de novo. Você pensou com a minha cabeça, você aceitou ainda que sem saber, passivamente uma heresia em seu fluxo de pensamento, apenas essa intenção o fez pecar – o pecado eterno. Você está condenado!

PS: Como você está oficialmente condenado, qualquer dia podemos marcar de jantar no Inferno. Ah, o Leônidas vai também!

[tags]Espírito-Santo,Heresia, Julgando Godot, Armadilha Lógica[/tags]

Deus não é surdo!

domingo, 2 de setembro de 2007

“Deus não é surdo, orem baixo! Respeitem o sossego dos outros, respeitem a lei.”

Essa campanha, por incrível que pareça, não é do 1001 Gatos! Procurando por Deus (na internet), acabei encontrando um site chamado Deus não é surdo. O objetivo do site, retirado de sua página inicial é:

Moramos próximos a uma igreja que mais parece um circo, estamos cansados de conviver com música alta, gritaria, algazarras e sons de todos os tipos. Diálogos e acordos amigáveis não foram possíveis e a única alternativa que nos restou foi o de protestar criando este site. Queremos reunir o máximo de pessoas que passam pelo mesmo drama e tentar fazer com que estes irresponsáveis entendam que todo cidadão tem o direito de seguir uma religião ou crença, tem o direito de se manifestar orando, cantando e louvando cada um de sua maneira, mas também não podemos esquecer que todo cidadão tem o direito de não seguir e nem acreditar em nenhuma religião ou crença e principalmente, não ser obrigado a isto. Lembre-se o seu direito termina onde começa o direito do próximo. Todo cidadão tem o direito de relaxar depois de um dia inteiro de trabalho, chegar em casa tomar um bom banho, jantar com toda a família reunida, curtir um pouco de tv, ficar por dentro das noticias, ver um filme ou novela, enfim ter um momento de paz e tranqüilidade. Mas alguns cidadãos não têm esse direito devido ao grande barulho vindo de alguns templos irregulares sem nenhum tipo de isolamento ou mesmo respeito ao próximo. Devido ao grande barulho, gritos instrumentos musicais, pastores e padres que gritam e falam como se todo mundo fosse obrigado a ouvir o que eles pensam e tem a dizer. É nesse exato momento que entra os direitos e deveres. Religião segue quem quer, ninguém é obrigado a seguir devido à imposição dos outros.

“Seja um crente decente,
não grite no ouvido da gente”.

É um trabalho digno de uma comunidade discordiana, mas infelizmente eles estão atacando pelo lado errado. Na verdade, Deus é surdo e é justamente por isso que eles gritam (e repetem sem parar porque ele também tem Alzheimer). De qualquer maneira, é muito engraçado ler os relatos do site. Não deixe de visitar. :)

[tags]deus, religião, cristianismo, discordianismo, crente[/tags]

Amar a Deus sobre todas as coisas

sábado, 1 de setembro de 2007

Um dos meus textos preferidos desta cabala é o de Dicas de encontro para cristãos. O Rev. Ibrahim Cesar deu uma sugestão excelente de frase de efeito que me lembro sempre que vejo um casal evangélico: “Só não te amo mais do que Deus, Jesus, o espírito santo, meus pais e a Igreja.”

Um dos preceitos do cristianismo é amar a Deus sobre todas as coisas (é o primeiro mandamento). Chico Buarque testemunha contra Godot no julgamento do século, de forma poética, e ilustra melhor que ninguém o problema:

Ao Nosso Senhor, pergunte se ele
construiu nas trevas o esplendor
Se tudo foi criado: o macho, a fêmea, o bicho, a flor
criado pra adorar o Criador
E se o Criador inventou a criatura por favor,
se do barro fez alguém com tanto amor
para amar Nosso Senhor

Não, Nosso Senhor, não há de ter lançado em movimento
Terra e Céu, estrelas percorrendo o firmamento em carrossel
pra circular em torno ao Criador

Ou será que o Deus que criou nosso desejo é tão cruel
Mostra os vales onde jorra o leite e o mel,
e esses vales são de Deus

Será?

[tags]deus, religião, mpb, chico buarque, sobre todas as coisas[/tags]

Minha carta ao Nosso Pai

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Aquela tal de Éris (que diz ser uma deusa, mas sabemos que ela não é pois só existe um Deus, Senhor do Universo) citou um pedaço de uma música lindíssima da JoJo, que não tem nada a ver com essa conversa pagã de criticar o Senhor, apenas de adorar(!!) e quis saber o que escreveríamos para Deus.

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Essa pseudo-deusa diz conhecer o Senhor, mas se o conhecesse como eu conheço seria uma pessoa boa.

Também não preciso do correio para me comunicar com Jesus. Ele sempre vem até mim quando mais preciso, me põe em seu colo e me orienta pelo caminho certo. Por mais que essa estrada seja tortuosa, com duros obstáculos, sei que Ele estará comigo e que será fiel, assim como eu sou.

Quem precisa mesmo se confessar ao Senhor e se redimir são esses pecadores aí que matam inocentes, chamam gatinhas puras de adoradoras do diabo e adoram essa “deusa” demoníaca, além de pervertidos, e pessoas aparentemente boazinhas que não acreditam em Deus.

Quero só ver se eles vão se arrepender de seus pecados já ou sofrerão no fogo do inferno!!

[tags]Senhor, Deus, pecadores, remissão, louvor[/tags]

Cartas a Godot

sábado, 25 de agosto de 2007

If I wrote a note to God
I would speak whats in my soul
I’d ask for all the hate to be swept away,
For love to overflow
If I wrote a note to God
I’d pour my heart out on each page
I’d ask for war to end
For peace to mend this world

(JoJo, Note to God)

Assim como Malaclipse, a cantora Joanna Levesque, descontente com a ruindade do mundo, decidiu escrever uma carta a Godot, pedindo a ele que concertasse o que criou, “que todo o ódio fosse afundado no amor, que a guerra acabasse e a paz regesse o mundo”

Se eu resolvesse dar conselhos a YHVH, os falaria pessoalmente, mas não me agradam seus maus modos nem a cor das cortinas de sua mansão no Céu (não, ele não morreu. Está de licença para tratar de assuntos particulares e como Deus é brasileiro, ainda não voltou ao trabalho).

JoJo não tem o meu poder, por isso escreveu um bilhetinho. Você, assim como ela, também não tem o meu poder. Então me diga: o que você escreveria para Godot?

[tags]religião, godot, note to god, jojo, pop, discordianismo[/tags]