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Luto! Morre Gary Gygax

terça-feira, 4 de março de 2008

gary_gigax.JPG

Creative Commons License crédito: Alan De Smet

Se esse nome não lhe lembrou nada você nunca foi um Paladino, ou um Bardo. Nunca usou sua Classe de Armadura ou tirou um 20 natural. Talvez nem mesmo saiba que existem dados de 4,6,8,10,12 e 20 lados para citar alguns. Gary Gigax é um dos pais de Dungeons & Dragons, o maior RPG de todos os tempos.

Quando Heath Ledger morreu eu sinceramente não dei a mínima. Claro, fiquei pensando nos grandes papéis que ele poderia fazer, mas no mais, não senti nada. Com milhares de pessoas morrendo todos os dias eu acho ridículo alguém ficar triste pelo conhecimento da morte de alguém que não conhece ou não é próximo. Mas, olhe eu aqui, sentindo no fundo de meu peito a morte de Gary Gygax.

Vamos ter que criar um deus em homenagem a ele, ou mesmo um mundo. Eu sei que se você tirou um bom número nos dados deve estar em um bom lugar ou quem sabe pode ser transformado em Leech ou algo assim. Sentiremos sua falta, Gary, sentiremos sua falta…


Creative Commons License crédito: napalm nikki

RPG & Eu

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Esta é a história de um garoto que jogou RPG muito tempo e não se tornou um assassino.

Primeiro assassino existem em todos os lugares com todas as profissões e hobbies. Lembram-se de Caim e Abel? Caim matou Abel e era um agricultor, logo não devemos dar as costas a nenhum agricultor? Bem, deixando este tópico de lado, já vou declarando a minha paixão por Dugeons & Dragons, que atualmente anda sobre o nome D20 System. Por causa dessa paixão eu acabei lendo “Senhor dos Anéis” antes do hype e embora tento a consciência de que todos os clichés começaram lá, ao tomar contato com a obra já havia passado tanto pelos clichés que a obra me pareceu fraca. Lembro de na época do anúncio do filme eu ter dito que seria um fracasso. Eu não contava que Peter Jackson levasse uma obsessão geek para as massas. Todo mundo erra.

Já joguei Vampiro, Mago e Lobisomem mas somente por insistente dos meus amigos. Meu lugar sempre foi mestrando. Eu já joguei como player várias vezes mas nunca me senti realmente bem. O pouco de desenvoltura social que eu tenho foi graças ao RPG. Desenvolveu minha criatividade e escrita. Cheguei a estudar com base em livros retórica para alguns de meus personagens. Meu gosto por interpretar outros personagens deve ter aflorado daí. Tenho minhas anotações de aventuras que criei e tenho que confessar, algumas eram bem ingênuas, mas uma das maiores campanhas que eu já mestrei e de que muito orgulho acontecia em um mundo chamado Nuedwe.

A história do mundo de Nuedwe era trágica. Imagine um mundo de fantasia medieval padrão onde um panteão de deuses padrão age ativamente na vida dos seres. Bem, nada de mais até agora. Só que em Nuedwe houve uma guerra brutal entre os deuses. Destrui-se a lua do planeta criando todo tipo de efeito, oceanos secaram, florestas foram derrubadas, milhões morreram e a magia tornou-se selvagem (quem já jogou Forgotten Realms deve entender o princípio da coisa).

No final das guerra, todos os deuses forma destruídos. Paladinos perderam seu poder, magos lidam com uma força quase indomável e com resultados inesperados. É um mundo onde cão como cão. Os personagens jogadores se uniam com a missão de juntar as partes de um dos deuses e trazê-lo ? vida. Durante a aventura, em meio ? lutas com zumbis, maldições, dragões, exércitos e ganchos eu inclui alguns questionamentos que são “a minha cara”:Precisamos mesmo de deuses? Qual o sentido da vida? O que existe após a morte?

Faz tempo que não tenho uma partida de RPG. Eu realmente sinto saudades daquele tempo.

Vá Além:
Dungeons & Dragons: Livro do Jogador

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