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	<title>1001 Gatos de Schrödinger &#187; Rudy Rucker</title>
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	<description>Só mais um blog discordiano</description>
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		<title>Futures from Nature</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Apr 2008 15:57:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ficcionáutica]]></category>
		<category><![CDATA[Arthur C. Clarke]]></category>
		<category><![CDATA[ficção científica]]></category>
		<category><![CDATA[James Alan Gardner]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Ano passado a revista <a href="http://www.nature.com/index.html">Nature</a> lançou uma coletânea com 100 &#8220;ficções especulativas&#8221; (que para quem não sabe, é a boa e velha ficção científica usando um nome esnobe para os acadêmicos não barrarem ela na porta) com o nome <a href="http://www.amazon.com/Futures-Nature-Henry-Gee/dp/0765318059"><strong>&#8220;Futures from Nature&#8221;</strong></a>. Eu não li, mas a <a href="http://super.abril.com.br/"><strong>Super</strong></a> deste mês publicou o enredo de algumas. Só de comprar com os enredos de livros policiais e até clássicos da literatura, eu percebo o quanto eu gosto de ficção científica.</p>
<p>Quando eu era menor meu sonho era ser paleontólogo. Cheguei a visitar com a minha mãe o Departamento de Geologia da Unesp e vistar aquele que era o herói da minha infância: Reinaldo Bertini, um paleontólogo de renome. Mas eu cresci e com o tempo percebi que o trabalho deles podia ser meio exaustivo, horas de baixo do show, escavando e procurando. Naturalmente fui colocando a idéia de lado e me interessei por física teorica. Lia livros sobre a origem do Universon, Bósons de Higgs, Quarks e passava o tempo tentando prever com qual tipo de teoria eu iria ganhar meu Prêmio Nobel (se os garotos que querem ser jogadores de futebol sonham em ganhar a Copa do Mundo, garotos nerds sonham com o Nobel e prêmios do tipo). Mas eu cheguei no colegial e comecei a me preparar de verdade para passar no vestibular, de física, claro.</p>
<p>Mas então eu descobri que eu teria que obrigatoriamente conhecer um bocado de matemática. Eu adoro alguns conceitos matemáticos, penso de forma lógica, mas isso tirou um pouco a graça da coisa. Só mais tarde que eu descobri qual era meu verdadeiro interesse, seja na paleontologia, seja na física, mas que me manteve afastado de efetivamente seguir qualquer uma: eu era fascinado por suas narrativas.</p>
<p>Se eu adorava a forma como descreviam os comportamentos dos dinossauros, as alterações climáticas, as relações entre as espécies e aforma meio <em>CSI</em> com que analisavam os fósseis, eu também adoro as narrativas de como o hélio se formou nas primeiras estrelas e como os elementos químicos mais pesados foram criadores. Toda a zoologia cosmológica. A física quântica, quase que um surrealismo na narrativa da física. Foi quando eu entendi que eu estava mais para a ficção científica, as narrativas cientíificas, do que as ciências de fato (levantar dados, conferir testes, controlar ambientes, ser metódico ao extremo).</p>
<p>Sempre fui leitor voraz e ficção científica foi boa parte de minha dieta intelectual. Mas só fui perceber isto mais tarde quando fui fazer esta conecção entre &#8220;narrativas&#8221; e &#8220;ciência&#8221;. Aliás, embora seja de uma forma pouco incisiva, EQM, meu livro a ser lançado em breve, financiado por leitores do 1001 Gatos de Schrödinger (ou mecenas encontrados através dele), é de certa forma ficção científica, e com orgulho. Mas vamos ao que interessa, os enredos publicados na <a href="http://super.abril.com.br/"><strong>Super</strong></a>:</p>
<p><strong>Improving the Neighbourhood</strong> | <strong>Reforma na Vizinhança</strong></p>
<p>Neste conto de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Arthur_C._Clarke">Arthur C. Clarke</a> (Descanse em Paz), uma civilização não identificada examina os vestígios de outra, que conseguiu alcançar grande progresso tecnológico antes de explodir seu próprio planeta. &#8220;Se eles conseguiram realizar o &#8216;upgrade&#8217; da consciência baseada em carbono para o germânio, como fizemos há muito tempo, é uma questão controversa&#8221;, diz o conto. A grande sacada da obra é que não dá para saber se a civilização da Terra é a autora do estudo arqueológico ou é a que já está extinta. Um conto filosófico e reflexivo.</p>
<p><strong>Spawn of Satan </strong>|<strong> Cria do Demo</strong></p>
<p>Interessante conceito de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Nicola_Griffith">Nicola Griffith</a>, que nos apresenta um mundo em que todas as mulheres desencanaram de ter filhos e que a inseminação artificial vira a regra para se gerar bebês. O que acontece é que com isso todas as crianças são lindas, inteligentes e bem comportadas. Todas muito parecidas entre si, pois seriam filhos dos melhores genes que as mães podem pagar. Nessa sociedade os homens vivem marginalizados, obrigados a fazer todo o serviço de casa, sem dar um pio.</p>
<p><strong>Meat </strong>|<strong> Carne</strong></p>
<p>Neste conto de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Paul_J._McAuley">Paul McAuley</a>, o protagonista é um segurança de DNA das estrelas. Ele escreve: &#8220;Hoje, você não é um fã de verdade a menos que tenha provado a carne de seu ídolo&#8221;. Essa maluquice começou a acontecer quando a engenharia genética evoluiu tanto que a clonagem de tecidos humanos passou a ser uma atividade corriqueira. Como bastava ter acesso a uma célula do ídolo para fazer crescer quilos e mais quilos da carne dele, o canibalismo de celebridades virou uma prática comum em qualquer fã-clube. E não era só ídolos que isso acontecia. Políticos comiam a carne de seus rivais e criminosos, a de seus inimigos. Foi aí que famosos começaram a contratar os seguranças de DNA para limpar os vestígios de células por onde passavam.</p>
<p><strong>Panpsychism Proved</strong> | <strong>Panpsiquismo Provado</strong></p>
<p><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Rudy_Rucker">Rudy Rucker</a> mostra a história de uma cientista encalhada que resolve fazer o colega por quem ela é apaixonada tomar o &#8220;pó do entrelaçamento quântico&#8221;. Uma poeira de carbono com partículas capazes de unir a consciência de duas pessoas. Mas o plano dá errado e ela leva um temendo fora, o sujeito joga o pó em cima de um predegulho, ligando a mente dele com a rocha, provando uma teoria controversa, David Chalmers a defende, de que tudo (até mesmo objetos inanimados) possuem mente.</p>
<p><strong>Ars Longa, Vita Brevis</strong> | <strong>Arte Longa, Vida Breve</strong></p>
<p><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/James_Alan_Gardner">James Alan Gardner</a> traz um muito interessante. Nele as maravilhas vistas por nossos telescópios aqui da terra não passam de obras extraterrestres. No dia em que a Terra descobriu que os fenômenos astronômicos eram somente ataques de criatividade de Ets metidos a Van Gogh, todos os departamentos de cosmologia das universidades daqui mudaram o nome para &#8220;História da Arte&#8221;. E passaram a estudar os pincéis astronômicos, instrumentos capazes de mover estrelas e planetas de um lugar a outro no espaço.</p>
<p>Trecho:</p>
<blockquote><p>Nós tínhamos um monte de teorias sobre o que era o colapso estelar. Mas aí descobrimos que as supernovas eram apenas obra de ETs punks que se amarravam em explodir coisas.</p></blockquote>
<p>Não dá vontade de ler? E ainda muito o que pensar&#8230;</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/98274023@N00/2404600049/" target="_blank"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3158/2404600049_c9d2f50f8f.jpg" border="0" alt="" /></a><br />
<small><a title="creative commons" href="http://www.photodropper.com/creative-commons/" target="_blank"><img src="http://1001gatos.org/wp-content/plugins/photo_dropper/images/cc.png" border="0" alt="Creative Commons License" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> crédito: <a title="billaday" href="http://www.flickr.com/photos/98274023@N00/2404600049/" target="_blank">billaday</a></small></p>
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