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”Diverleições”

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Qual a graça das comédias da Warner ou da Sony frente às campanhas eleitorais pra prefeito e vereador? Pelo menos aqui em São Paulo, o horário eleitoral gratuito é tão divertido quanto as audições do Ídolos, o que me faz pensar que um cidadão que assistiu a todos os programas, ao final da corrida eleitoral esteja com o abdômen super definido, porém acompanhado de depressão profunda.

Não é porque o ”país já tá na merda”, como é comum ouvir por aí, que precisamos nos afundar mais, certo? Mas a julgar pelo nível das campanhas para vereador (”Nunca vou te abandonar! Corintiano vota em corintiano!” ou ”Vou ensinar a diferença entre homem e macho. Porque eu sou homem, mas macho não!” ou ainda ”Eu sou o filho do Enéas!”[vai nessa, cara...]) e dos prefeituráveis de Sampa, diria que sim. A coisa tá ”osso*”, não tive a mínima vontade de fazer meu título de eleitor esse ano.

É verdade que eu conheço São Paulo há pouco tempo (mudei a menos de um ano), mas já deu pra ter uma boa noção da cidade. O transporte público é um caos: os corredores de ônibus são hiper congestionados e os veículos soltam nuvens de fumaça negra pelo escapamento; a malha metroviária é minúscula e vive dando prablema (ora quebra, ora alguém se joga/é jogado na linha, ora atrasa, ora tudo!) e a CPTM não foge ao resto. Há áreas super arborizadas e cheias de parques públicos, enquanto alguns bairros parecem completamente esquecidos no tempo e espaço. Andar sozinha no centro velho da cidade é impensável, enquanto eu vou tranquilamente da minha casa até o mecado numa boa à noite.

Os três primeiros candidatos nas pesquisas já tiveram em suas mãos o governo da cidade ou do estado e os três reclamam das mesmas coisas que não fizeram, exceto o atual prefeito, que reclama das gestões anteriores. Quanto aos novos, a Soninha parece interessante, mas aquela idéia (desculpem o termo) retardada de por pedágio no meio da cidade, bem nos horários de maior movimento!? Só criaria mais filas de carros (como se as atuais não fossem suficientes) e não, fofa, as pessoas não iriam andar mais de bicicleta por causa disso. Mas é óbvio que, caso ela fosse eleita, esse projeto seria vetado na hora. Dã!

Os candidatos comunistas, tanto a prefeito quanto a vereador, são umas figuras. Tem meia dúzia de perdidos (que devem ter se filiado por ser mais barato o custo de campanha ou sei lá) e o resto é tão entusiasmado com a causa comunista que melhor fariam saindo às ruas numa revolução. Uma coisa é fundar um partido de base comunista, se apropriando de algunmas idéias e adaptando-as ao nosso sistema. Outra completamente diferente é fundar um ”partido comunista”, o que, honestamente, eu não entendo porque:

      1#Para chegar ao comunismo não tem que passar pelo socialismo e uma lua de classes?
      2#O comunismo não é a ”anarquia vermelha”?

Ok, meu pensamento #1 pode ser contestado e ir por terra, mas o #2 é bem válido. Ainda acho que eles deveriam ir para as ruas ao invés de ”lutar pela classe operária contra a opressão dos patrões” em minoria na câmara. Lá eles não têm poder, mas com a grana gasta na campanha (que, segundo meu professor de marketing, é algo em torno de 1 milhão para vereador!!!) dá pra fazer muita coisa em prol do proletariado.

Tem aquele tal de Ciro Moura, que não sei a que veio nem mesmo o partido. Talvez até seja bom, mas sempre saio da frente da TV quando ele aparece porque a boca dele é estranha (i.e. nojenta, parece de peixe!).

Aí aparece o Maluf, que ”rouba mas faz”[WTF?!]. É impressionante número de pessoas que o apóiam, incluindo gente com formação superior! Na propaganda dele tem até uma moça quase chorando, perguntando ”por que você não vota no Paulo Maluf? Ele é tão bom para São Paulo?” e já tá planejando várias obras faraônicas pra ganhar mais uns módicos milhões em cima…

O negócio é não aceitar cópias. Aerotrem só original, Levy Fidelix é o canal! hahahahaha

nunca entendi essa gíria :P

Conferência Estadual de Juventude de São Paulo

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Passei longe do blog dia 29 e 30 de Março (o último, meu aniversário) por que estive na cidade de São Paulo na Conferência Estadual de Juventude. E passei ontem longe da internet como conseqüência da viagem, mas eu logo chego lá.

A discussão foi muito proveitosa e mesmo tendo caído em um grupo que eu não escolhi (Diversidade), acho que pude contribuir um pouco para a discussão embora não tenha concordado integralmente com todas as propostas. No meu grupo discutiu-se desde união civil para homossexuais até genocídio contra a população jovem negra pela força policial.

Mais de 1.500 pessoas se reuniram no Parque da Juventude, lugar que inacreditável, um dia já foi o Carandiru. Hoje é um lugar bem aberto, com prédios modernos. Um lugar muito agradável.

O problema mesmo foi o dormitório onde toda a delegação da regional de Campinas (da qual Rio Claro, minha cidade, faz parte) foi jogada. Primeiro, nem nos deram transporte. Foi cedido gentilmente pela UPES (União Paulista dos Estudantes Secundaristas). A grande fonte de indignação em relação às condições que ficamos (poeira, sem roupa de cama, sem água quente no chuveiro e por aí vai) é que todas as outras delegações ficaram devidamente instalados em hoteis próximos ao evento.Segundo fonte da regional:

O problema começou quando eles queriam cortar 43 delegados da nossa região alegando que não tinha sido eleitos 1/3 do poder público. Mas pelo regimento nacional, o número de delegados pelo poder público era limitado em até 1/3, ou seja, não obrigatoriamente teria de ter 1/3. Não deveria passar disso, mas menos que isso seria aceito normalmente, prova disso é que em algumas regiões, o poder público se recusou a participar da conferência e a sociedade civil se organizou e participou normalmente.
Nossa região se uniu, deixamos as diferenças de lado e batalhamos para que não tomassem de nós as vagas asseguradas pelo regimento da conferência nacional. O tratamento que foi dado para a região de Campinas ficou claro que foi uma represália por não termos aceitado o que a comissão organizadora queria, que era coibir a participação do jovem na conferência! Sendo assim, um cidadão da COE sugeriu que fosse aceito a participação dos delegados eleitos na regional, mas que não fosse cedido hospedagem para nossa região.

Mas como estávamos lá, tinham que mandar o “gado de Campinas” (termo deles) para algum lugar. Na verdade, qualquer lugar. Foi o que aconteceu. O resultado das instalações me atacou ontem: Acordei com meu ouvido tendo palpitações que incomodavam bastante. Ao que parece, ele pegava estava transformando os sinais sonoros em mecânicos, e o motivo disso é que ele foi deslocado, devido a uma forte infecção que se instalou nas minhas vias respiratórias, devido a minha renite severa, agravada pelas condições do alojamente em que ficamos.

Após uma injeção nas nádegas e um tratamento de mais de cem reais em medicação eu vou sobreviver. E que venha Brasília! Isso mesmo! Eu fui eleito um dos 152 delegados que irão representar o estado de São Paulo. Me sinto parte de um movimento importante. Primeiro, é uma forma direta de participação política. Bringing the ‘demo’ back, yeahhh. Segundo, é a primeira vez que a juventude é ouvida de tal maneira, o que demonstra um amadurecimento de nossa democracia.

São Paulo estabeleceu 21 propostas que serão levadas a Brasília e discutidas junto com as propostas dos outros estados. Se estiver curioso sobre quais são, siga este link, é o blog do Fórum Permanente de Juventude de Rio Claro, que eu venho mantendo e está bem no começo.

Talvez nós não conseguimos mudar o Brasil, mas não podemos deixar de tentar!

Esta foto possui Copyright © 2008, Luan Samuel

Sim, Nós Podemos Mudar

segunda-feira, 17 de março de 2008

Em São Paulo, no local onde um dia fora a Penitenciária Estadual do Carandiru, será realizada nos dias 28, 29 e 30, a Conferência Estadual da Juventude. É um evento muito importante pois o governo federal espera obter propostas dos jovens para elaboração de políticas públicas voltadas para suas faixas etárias. Tudo começou com conferências livres em escolas, bairros, igrejas, ônibus, não importava. Onde quer que ouvesse um punhado de jovens com idéias sobre o que precisa ser mudado, conquistado, bastava registrar com fotos ou vídeos e a elaboração de um documento com as propostas que já estava valendo. Ao mesmo tempo, o poder público de cada cidade elaborou uma conferência municipal. Após elas, as regionais. Em breve, como exposto acima, ocorrerá a estadual de São Paulo. Em Abril, se reunirão jovens de todo o país, que culminará em um documento com as propostas da juventude do Brasil.

Cara, Cadê Minha Democracia?

Eu acredito na democracia. Em regiões pobres, onde a população não tem uma educação adequada, normalmente a população acaba servindo aos propósitos das classes dominantes, que manipulam a decisão “democrática” para seus interesses. Mas isso é uma falha grave de pessoas movidos por seus motivos mesquinhos. Há muito a se melhorar, claro. Mas a democracia ainda é o melhor sistema em execução neste planeta [fonte: meu bom senso].

Mas a democracia, assim como várias coisas, vêm em diversos sabores. O sabor mais presente, e virtualmente todas democracias o são, é o de “democracia representativa”. O que isso significa em termos práticos: uma parcela da população, de acordo com a confiança que deposita em determinado membro de sua comunidade lhe dá uma procuração para que delibere em seu nome. Fazemos isso de quatro em quatro anos e a essa procuração damos o nome de “voto”.

Olhamos os jornais indignados e reclamamos da falta de honestidade da classe política. Esquecemos disso até a próxima vez de criticar e fica tudo do mesmo jeito. As atuais leis que regem nosso país e cidades já permitem a participação popular. Na Constituição Federal, há a possibilidade da população apresentar projetos de lei de iniciativa popular, tendo como requisito contar com assinaturas de no mínimo, 1% do eleitorado nacional, distribuído por, pelo menos, cinco Estados, com não menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles. Até hoje, somente houveram 4 destes, e todos foram aprovados.

As Leis Orgânicas dos municípios também permitem tal participação. Basta 5% do eleitorado segundo a lei de Rio Claro, SP. Cada cidade deve ser consultada para o dado exato. Que eu tenha conhecimento nunca houve qualquer iniciativa do tipo em minha cidade.

Acredito que grande parte da “culpa” seja uma mescla de ignorância deste mecanismo legal, apatia em organização de movimentos e o abismo que parece existir entre o político e o cidadão. Como se o cidadão não pudesse participar mais ativamente do processo democrático, o que acaba criando uma elite que governa baseada exclusivamente em seus interesses. É isso, a democracia?

Juventude

Na Idade Média não existia esse conceito de adolescência. Em uma época que muitos não passam de trinta anos, havia a infância, a vida adulta e a peste negra. Ou a fogueira se você fosse uma mulher solteira, mas isso é outra história. Sendo os conceitos de adolescência e juventude, um fenômeno da modernidade, e só foi possível com as melhorias de condições econômicas, sanitárias e industriais, como definir onde começa e termina a juventude? Com esse dilema na mão, o governo federal resolveu estipular que jovem é aquele indivíduo entre 15 e 29 anos.

Ação!

Uma palavra, quatro letras. A juventude ao se reunir, não quis ficar apenas no diálogo. Pois está se formando em várias cidades e a nível regional, fóruns permanentes de discussão, que se propõem a realmente agirem e buscarem junto com o poder constituído reinvindicações. É o florescimento da participação política, explorando a democracia de uma forma que ela deveria ser: participativa, dinâmica.

O processo está começando, ainda com poucos membros, de forma tímida. Mas devemos começar de algum lugar. E em cada um dos participantes pode-se ver o dinamismo e o desejo de mudança. A idéia é não ficar apenas discutindo, ir para casa, e voltar na próxima reunião. Queremos definir metas e agir através dos meios necessários. É um movimento interessante e ele apenas começou. Está aberto a todos. É por isso que posso dizer com certeza: Sim, Nós Podemos Mudar!

juventude.jpg
Foto tirada pela Coordenação da Conferência da Juventude de Rio Claro, reprodução livre.

Embora, seja uma postagem comum para o 1001 Gatos de Schrödinger, postagens inéditas parecem ser raras em outros blogs, tanto que foi necessária a criação de uma data para tanto, em uma iniciativa do Edney e será submetida à apreciação do mesmo.

O Código Lamarck

quarta-feira, 12 de março de 2008

Esta postagem faz parte do Carnaval de Evolução do Átila: Como seria o ser humano atualmente se Lamarck estivesse certo? Se Lamarck estivesse certo (e ignorando como seriam todos os outros organismos), como seríamos nós, depois de todas essas gerações convivendo em sociedade? Que características adquiridas seriam passadas adiante?


Creative Commons License crédito: redking

A primeira coisa que me vêm à cabeça é “A Máquina do Tempo” de H.G. Wells. Onde existem os Eloi, pacíficos e dóceis remanescentes dos humanos, aparentemente vivendo num mundo paradisíaco, até perceber que os mesmos na realidade servem de alimentos para uma outra raça, os Morlock, que vivem no subterrâneo.

Não conheço profundamente as teorias de Lamarck, para mim ele sempre foi o “cara que estava errado”. Então não estou certo que atualmente já teríamos grandes e notórias mudanças morfológicas, mas em 802.701 acho que com certeza teríamos raças parecidas com as descritas por H.G Wells. Os Eloi tendo evoluído das classes mais ricas, sem preocupações com sobrevivência, teriam uma constituição mais fraca devido a pouco ou nenhum trabalho. E não teriam mais pêlos faciais devido ao constante ato de barbear.

Os Morlocks seriam remanescentes das classes trabalhadoras e seriam mais fortes, agressivos e maiores em número. Mas ao olhar para o mundo, acho que a divisão do humano não seria tão simplista. Ou mesmo pacífica. Estimulados por cruzamentos apenas dentro de sua cultura, vivendo em climas desérticos, árabes e muçulmanos que vivem no Oriente Médio se tornariam uma nova espécie, talvez o povo da areia ou Tusken Raiders.

Acredito que basicamente, ao se adaptar a cada ambiente, a raça humana se dividiria em centenas de outras raças. Afinal em uma cidade como São Paulo, gerações inteiras estão levando vidas completamente diferentes e enfrentando condições que poderiam moldá-las de forma adversa.

E a Wiki diz:

A teoria de Lamarck baseou-se em duas observações que, inicialmente, foram recusadas pela sociedade, como todas mais teorias revolucionárias da época. Foram apenas aceites ao fim de algum tempo, e nelas a sociedade acreditou até que Charles Darwin as contradisse. As seguintes eram as observações:

1. Uso e desuso – Os indivíduos perdem as características de que não precisam e desenvolvem as que utilizam. O uso contínuo de um orgão ou parte do corpo faz com que este se desenvolva e seja apto para o correto funcionamento, e o desuso de um orgão ou parte do corpo faz com que este atrofie e com o tempo perca totalmente sua função no corpo do indivíduo.

2. Transmissão das características adquiridas – O uso e desuso de partes do corpo provocam alterações no organismo do indivíduo, essas alterações podem ser transmitidas às gerações seguintes. Por exemplo as crias das girafas herdam o pescoço comprido dos pais que supostamente o desenvolvem quando comem folhas das árvores mais altas.

Com estas observações em mente, Lamarck chegou a duas leis:

1. Lei do uso ou desuso – “Nos animais que não passaram o limite do seu desenvolvimento, o uso mais frequente e contínuo de um órgão fortalece, desenvolve e aumenta gradualmente esse órgão, e dá-lhe um poder proporcional ao tempo durante o qual foi usado; enquanto que a não utilização permanente de qualquer órgão causa o seu enfraquecimento e deterioração e diminui progressivamente a sua capacidade para funcionar, até que finalmente desaparece”;

2. Lei das características adquiridas – “Todas as características são adquiridas ou perdidas por imposição da natureza aos indivíduos, através da influência do ambiente no qual a espécie vive há muito, e por isso através da influência do uso predominante ou desuso permanente de qualquer órgão; todas são preservadas pela reprodução e transferidas para os novos indivíduos, desde que as modificações adquiridas sejam comuns a ambos os sexos, ou pelo menos tenham ocorrido no indivíduo que produz os novos”.

Lamarck acreditava que, como o ambiente terrestre sofre modificações constantes, as suas alterações estruturais forçam os seres que nele vivem a se transformarem para se adaptarem ao novo meio. Ao longo de muitas gerações (milhões de anos), o acúmulo de alterações pode levar ao surgimento de novos grupos de seres vivos. Assim, modificações no ambiente causam alterações nas “necessidades”, no comportamento, na utilização e desenvolvimento dos órgãos, na forma das espécies ao longo do tempo – e por isso causam a transmutação das espécies.

Lamarck defendia a geração espontânea contínua das espécies, com os organismos mais simples a serem depois transmutados com o tempo (pelo seu mecanismo) tornando-se mais complexos e próximos da perfeição ideal. Acreditava portanto num processo teleológico (orientado para um fim) em que os organismos se tornam mais perfeitos à medida que evoluem.

Mais neste carnaval:
Lucia Malla
Hermenauta
Transferência Horizontal
Carlos Hotta

Esqueça a polícia e a justiça, o PCC resolve todos seus problemas

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Foi assaltado, violentado ou alguém lhe deve alguma coisa? Seus problemas acabaram. Acione o PCC para que, sem burocracia nem perda de tempo, o culpado seja encontrado, julgado (a la Bope — do jeito que o povo gosta) e condenado.

Embora o Terra tenha tentado não ser explícito, qualquer um percebe que a justiça do PCC funciona de forma bem mais eficiente que a convencional e o incrível é que a matéria não critica o fato dos julgamentos, trata o PCC é uma ONG ou algo do tipo que está prestando serviço a comunidade. O maior problema pros policiais não é o fato de alguém estar fazendo justiça no lugar deles e dos tribunais convencionais, mas que “Isso está entupindo nossas escutas, que cada vez menos captam conversas sobre grandes assaltos e ações do PCC”.

Pena que não tem PCC aqui, porque quando minha bicicleta foi roubada eles teriam me ajudado bem mais que a polícia (liguei 190, um cara quase dormindo atendeu, não me deu bola nenhuma e pediu pra eu registrar um boletim de ocorrência — nunca mais recebi notícias).

Leia a matéria completa, vale a pena.

Akon: São Paulo, México

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Eu acredito que as pessoas têm o direito de ser ignorante em fatos que na prática não interferem em sua vida. Se elas não sabem seus direitos básicos e alguma cultura, então o sistema educacional falhou com esta pessoa. Mas veja este caso de ignorância: O cantor Akon foi contratado (ele não veio de graça), pegou um avião e veio fazer o show e não sabia em qual país ele estava. Este tipo de ignorância é imperdoável. Entre as exigências do cantor estavam garrafas de champanhe Cristal (cada uma custa cerca de R$ 1.400).

Ele achou que estava no México. E mais, ele dizia para o público: “São Paulo, México”. Fez playback e saiu sem dar satisfações para o público.

akon_kon.jpg

Citando o Uol Música:

Outra atitude um tanto inesperada do rapper foi quase ter feito um striptease para uma platéia composta principalmente por pré-adolescentes, adolescentes e crianças acompanhadas dos pais, depois de entoar o hit “Smack That”, feito em parceria com Eminem. Akon chegou a ficar de cuecas pretas, com as calças quase no meio das pernas e sem camisa.
A fama de “bad boy” era conhecida, mas, a de sem noção, não. Antes de lançar o primeiro álbum “Trouble” (2004), o rapper já havia passado cinco anos na prisão porque furtou um carro.

As pessoas tendem a idolizar pessoas assim e sempre “perdoar” tais erros como se isso fosse parte de ser uma “estrela”. Mas eis os fatos: Cada pessoa lá pagou por um show porcaria onde o cara que eles pagaram para cantar, dublou a si mesmo e demonstrou nem saber em que país estava.

Isso nos leva a outro assunto: Talvez seja uma questão de gosto pessoal, mas por experiência própria não vá em um show. Você pega uma fila enorme e escuta suas músicas prediletas sendo tocados bem diferente do Cd ou Mp3, parecendo versões “caseiras” e ainda tem que dividir isso com centenas de outras pessoas.

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