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20 Coisas Que Você Provavelmente Não Sabe Sobre Relatividade e Einstein

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Acho pertinente aprender sobre a relatividade, ao menos algumas curiosidades sobre ela, ainda mais depois de ter uma notícia sobre o assunto. Além de instrutivo estes dados podem ser surpresa para muitos.

Tradução & adaptação de um artigo da revista sobre ciência Discovery.

1. Quem inventou a relatividade? Bzzzzt – errado! Foi Galileu que teve a idéia em 1639, quando ele viu que um objeto caído comporta-se do mesmo modo seja em um navio em movimento, seja em terra firme, dependendo de onde se encontra o observador.

2. E o nosso garotão Einstein não chamou de relatividade. A palavra nunca aparece em seu trabalho original de 1945 (Apenas 306 anos após Galileu), “Sobre a Eletrodinâmica dos Corpos em Movimento”, e ele odiava o termo, preferindo “teoria invariante” (já que as leis físicas são as mesmas para todos os observadores, nada a ver com “relatividade”).

3. Contínuo espaço-tempo? Também não foi Einstein. A idéia do tempo como uma quarta dimensão veio de Hermann Minkowski, um dos professores de Einstein que o chamava de “cão folgado”.

4. O físico austríaco Friedrich Hasenöhrl publicou a equação básica E = mc2 um ano antes de Einstein, aliás, o que esse rapazinho fez?

5. Nunca ouviu falar de Hasenöhrl? Isso se deve à sua falha em conectar a equação com o princípio da relatividade. Verdammt!

6. Mas Einstein realmente reformulou a relatividade de galileu para lidar com algumas bizarras coisas que acontecem a velocidades próximas à velocidade da luz, onde o tempo fica mais devagar e o espaço se comprime. Isso conta alguma coisa.

7. O trabalho em tempo integral de Einstein no escritório de patentes suíço permitiu-lhe desenvolver suas teorias por horas quando ninguém estava olhando. Ele poderia esconder suas notas em sua mesa quando um supervisor chegasse.

8. Embora Einstein não tomasse álcool, quando ele finalmente completou sua teoria da relatividade, ele e sua mulher, Mileva, se embebedaram debaixo da mesa – na velha forma de bagunçar com o contínuo espaço-tempo.

9. Afeição é relativa. “Eu preciso de minha esposa, ela resolve todos os problemas matemáticos para mim,” Einstein escreveu quando estava completando sua teoria em 1904. Em 1914, ele pediu a ela para “renunciar todas relações pessoais comigo, já que elas não são absolutamente requeridas para razões sociais.”

10. Regras também são relativas. De acordo com Einstein, nada pode viajar mais rápido que a luz, mas o espaço não teria tal limite; imediatamente após o Big Bang, a expansão acelerada do Universo aparentemente deixou a luz para trás.

11. Ah, e há duas relatividades. Até agora nós estamos falando de relatividade especial, que se aplica a objetos se movendo em velocidade constante. A relatividade geral, que cobre coisas acelerando e explica como a gravidade funciona, veio uma década depois e é renomadamente o único verdadeiro insight de Einsten.

12. Ele gostava de se divertir com seu amigo: Quando Einstein estava parado em alguma matemática da relatividade geral, ele relaxava com seu velho amigo do colégio Marcel Grossmann, de quem ele estudava as notas após ter matado aulas anos antes.

13. A primeira versão da relatividade geral tinha um erro grosseiro de matemática, um erro de cálculo da quantidade de luz que seria distorcida pela gravidade.

14. Eles resolveram testar a teoria durante um eclipse solar em 1914, mas tiveram que desistir da idéia por causa da Primeira Guerra Mundial. O erro seria exposto de Einstein estar errado.

15. O experimento com o eclipse finalmente ocorreu em 1919 (Você pode ver uma das imagens imediatamente após este item). O físico britânico Arthur Eddington declarou que a relatividade geral era um sucesso, elevando Einstein para a fama e souvernirs variados.

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16. Em retrospecto, parece que Eddington se enganou com os resultados, mostrando fotos que provavam estar na verdade errados.

17. Por que ninguém se deu conta disso? Até a morte de Einstein em 1955, os cientistas continuavam não tendo quase nenhuma evidência da relatividade geral em ação.

18. o que mudou drasticamente nos anos 60 quando os astronômos começaram a descobrir objetos extremos – estrelas de netrons e buracos negros – que colocaram dentes profundamente no espaço-tempo.

19. Hoje em dia a relatividade geral é tão bem compreendida que é usada para pesar galáxias e llocalizar planetas distantes pela forma com que distorcem a luz.

20. E se você continua sem entender as idéias de Einstein, então tente através das plavras dele em pessoa: “Coloque sua mão em um fogão quente por um minuto e isso parecerá por uma hora. Sente-se com uma garota bonita e isso parecerá ter durado um minuto. Isso é relatividade”.

Aprendemos uma ou duas coisas, hã?

Nuvens são OVNIS

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

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“Todas as grandes verdades começam como blasfêmias” já disse George Bernard Shaw. E é como um blasfêmia que soa ao ouvido de todos a verdade pregada por alguns bravos indivíduos que pretendem desafiar o senso comum e abrir os olhos de todos. E a afirmação deles é simples: “Nuvens são OVNIS”!

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C.U.N.T. (19 anos), diz que seu avô por exemplo, ao lembrar de sua infância nunca se referiu a “nuvens”. Motivo: Elas são um fenômeno recente e as pessoas simplesmente não conseguem dizer desde quando as nuvens existem. Afinal, como as nuvens sendo apenas gotas d’água como prega o sistema educacional neo-fascista se parecem com algodão doce ou “chovem” ao mesmo tempo se são apenas um monte de gotas? Como se explicar racionalmente isso. Um membro de governo que não pode se identificar (eu disse que te protegeríamos, Romildo, nós cumprimos nossa palavra), associa ainda as nuvens com as canetas BIC:

É muito raro ver ou conhecer alguém que já viu uma caneta BIC acabar a carga e, na maioria das vezes, quando conhece, o dono da caneta não é normal, tem alguma coisa de estranho nele e ele continua se achando normal.

As canetas têm o estranho costume de sumir e quando aparecem, costuma ser em locais inimagináveis.

Aquele pequeno orifício que se encontra nela nunca foi visto em qualquer outra caneta, sendo algo de aparente inutilidade.

É possível encontrar essa caneta em qualquer lugar mesmo tendo parado de ter propagandas há tanto tempo.

Depois que você usa a caneta, é possível observar que alguma parte do seu corpo está suja de tinta, utilizada para coleta de dados corporais e pessoais.

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Algumas pessoas foram até mesmo abduzidas e relatam a experiência de passar por tal acontecimento e sua falta de inadequação que se segue:

“FOI HORRIVEL EU ACHEI QUE IA MORRER, ESTOU TRAUMATIZADO ATE HJ…

mas eu nao lembro de nada que aconteceu… Só sei que depois desse dia, eu nao sou mais o mesmo…

Depois que eu como (verbo comer)… eu perco a fome. Isso acontece tambem quando eu bebo, cago, mijo, etc. Depois de praticar alguma dessas açoes eu perco a vontade de preticá-la e só fico com vontade de novo depois de algum tempo…

Triste nao eh mesmo? Ta dificil continuar na sociedade sendo tao diferente…”

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Há algo que devo reportar: Após ler este depoimento comecei a me sentir confuso com a minha própria identidade. Pois os efeitos descritos acima aconteceram sempre comigo. Isso mesmo! Começo a achar que sou alguma espécie de ser híbrido ou ainda um changeling alien.

Eu sei o que está pensando. Nem deve estar levando a sério, mas é como George Bernard Shaw disse: “Todas as grandes verdades começam como blasfêmias”

Pequeno Guia para Fingir Inteligência

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Este pequeno guia tentará dar algumas táticas simples para fingir erudição, cultura, etc.

Pintura

Lembre-se dessa regra simples: Toda pintura clássica é a relação do homem com deus. Toda a pintura moderna é a relação do homem com o homem em um mundo sem deus.

Se você está parado na frente de um quadro cheio de respingos, manchas e qualquer outra coisa que uma criança no pré faria, finja estar concentrado e se perdendo na “narrativa emocional tão presente nas pinceladas”. Diga que você quase pode sentir a pulsação do autor e sua frustração com o mundo moderno. Note que o pintor abandonou qualquer tentativa de mudar o mundo com sua arte e se concentra em mudar nós, o seu público. E emende: “E atinge de forma exemplar seu objetivo”.

Pintores que você DEVE gostar: Van Gogh, Magritte, Pollock, Caravaggio, Goya, Da Vinci.

Nota: Pessoas realmente inteligentes como você por terem um intelecto tão grande são extremamente seletivos, logo esnobar algum pintor de renome não é apenas natural como desejado, já que expressa personalidade. Critique Degas, Frida e Picasso (não importa qual você escolha diga algo como “o maior atraso para a pintura nos últimos 100 anos!”).

Filmes

Blockbusters são acéfalos e entretenimento das massas. Pão e circo. Feito por uns fariseus que querem matar a sétima arte. Diga que nenhum diretor americano sequer chegou perto de “Morangos Silvestres” (você nem precisa saber nada, já que a maioria também não vai).

Diretores que você DEVE gostar: Stanley Kubrick, Akira Kurosawa, Robert Altman, Woody Allen, Ingmar Bergman, Michelangelo Antonioni e qualquer cara francês.

Citações

Use citações sempre e sempre. Um indivíduo culto e instruído como você não precisa expressar seus próprios pensamentos e sua própria opinião sendo que você sabe que houve pessoas célebres muito mais inteligentes e cultas que qualquer um na sala que disse algo definitivo a respeito do assunto.

Nota: Se você encontrar alguém que esteja usando esta técnica o desafiie. Pessoas cultas sempre têm duelos intelectuais onde seus neurônios são postos à prova. Em algum momento diga: Como Voltaire disse: “Uma boa citação não prova nada”. O que é, em si mesma, uma citação e que portanto não prova nada, mas que por causa desse viés irônico e metalinguístico fará muito sucesso por ser pós-moderno.

Pensadores que você DEVE gostar: Nietzsche, Voltaire, Oscar Wilde, Einstein, Gandhi, Mário Quintana, Carlos Drummond de Andrade, Vinícios de Moraes e a unanimidade: Confúcio.

Aliás, Confúcio é meio que o Capitão Óbvio. Se não tem nada para dizer diga: “Como Confúcio disse, merda faz flores crescerem e isso é lindo”. Ou “Como Confúcio disse, virgindade é como bolhas. Basta cutucar e ela se vai” ou ainda “Como Confúcio disse, calcinhas não são a melhor coisa do mundo, mas ficam bem próximas disso”.

Filosofia

A Filosofia não é como a ciência, onde se você se concentrar em Newton, por exemplo, logo que você encontrar um sujeito obcecado com Einstein você será o bundão da sala. Em Filosofia, mesmo dizendo algo completamente diferente de todos, um filosofo dentro de seu sistema de pensamento está certo. Ao menos possui lógica interna. E, lembre-se dessas palavras: “após o mundo pós-moderno fragmentar e relativizar a noção de verdade e conhecimento, mostrou-se que nossos sistemas por mais refinados que sejam jamais poderão nos dar um conhecimento da coisa-em-si que nunca teremos contato. Resta que tudo é uma amálgama de conhecimento a priori e a posteriori que podem nos levarmos a lugar nenhum”. O que isso quer dizer? Não estou certo, mas uma parte é que não há verdade.

Especialize-se em um filósofo, i.e, aprenda uma ou duas frases deles, período histórico e principal obra (veja na Wikipédia). Improvise no meio da conversa e critique qualquer outro. Simples. Por exemplo, você acabou de ver Juno e tem uma discussão sobre aborto com seus amigos. Você é um especialista em Platão, improvise, cite o mundo das idéias, que a idéia do bebê existe antes dele e que portanto o aborto é anti-natural. Cruze os dedos e torça para ninguém lhe lembrar de que na Grécia o aborto não era nem mesmo discutido pois se nascia uma criança com defeitos eles simplesmente jogavam montanha abaixo.

Filósofos que você DEVE ter conhecimento: Platão, Aristóteles, Sócrates, Descartes, Kant, Nietzsche, Schopenhauer, Hobbes, Rosseau, Hume, Sartre, Hegel e talvez Marx.

E se tudo isso falhar, tente ser engraçado.

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Após isso, leia a segunda parte deste guia, clicando aqui.

Efeito do Aquecimento Global: Homem de Gelo, dos X-Men, pode morrer

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

A Antártida é o melhor lugar para se estudar o clima pois o gelo “grava” de forma muito clara para os cientistas as alterações que houveram no passado do planeta. Também é interessante por ser um local com um clima particularmente extremo, onde não há população nativa, um verdadeiro continente selvagem. Qualquer alteração que aconteça é um sinal de que o efeito deve ser global e não apenas localizado. Um dos grandes desafios que o homem enfrentará além de mulheres cada vez mais conscientes de seus direitos no momento de um divórcio, ataques alienígenas e música ruim é o Aquecimento Global.

Um dia desses, aqui em Rio Claro estava extremamente frio. E era para ser um dia quente. Sabe por que estava tão frio? Aquecimento Global.

Muitos de nós ouvimos as notícias sobre o aquecimento global e damos de ombros. É o tipo de coisa que você não liga já que psicologicamente parece haver uma enorme distância entre você e aquilo. Imagine-se indo para a cama com Brad Pitt ou Angelina Jolie (eu não vou colocar se for mulher ou se for homem, em nossos dias bissexualidade dobra imediatamente as suas chances de ter um encontro). E lá está você. Sem preservativos. O que você faz? “AIDS? O Brad Pitt? Ele não é uma Paris Hilton” ou “AIDS? Agelina Jolie? Sem chance!”. E lá vamos nós. Então no outro dia você acorda e descobre que bebeu demais e não era nem Brad Pitt e nem Angelina Jolie. E você está com AIDS. Viu? O problema parecia bem distante.

Nota otimista: Se você contraiu AIDS isso não é motivo para se deixar abalar ou ficar deprimido! Levante a cabeça e lembre-se se deus lhe deu AIDS – e tudo só acontece por causa dele – Faça limonAIDS!

Então você vê tudo o que falam sobre aquecimento global. Pode ter lido o Painel de Opiniões de Alguns Blogueiros que rolou por aqui e diz: “Dane-se. Angelina Jolie não se preocupa com CFC”. Mas pessoas boas, heróis como Bono e Batman estão morrendo nesse momento por causa do aquecimento global. E um deles é um sujeito que eu admiro muito. Robert “Bobby” Louis Drake que muitos de vocês devem conhecer por Homem de Gelo, o sujeito mais cabeça fria dos X-Men.

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O que irá acontecer se este membro tão importante dos X-Men morrer? O que eles farão para derrotar algum tipo de inimigo de fogo ou se simplesmente precisarem que alguém crie uma grande parece de gelo e salve todos? E se o Logan quiser uma cerveja gelada e alguém esquecer de colocar na geladeira? São perguntas que não querem calar.

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Muitas pessoas não sabem que o Homem de Gelo não é um mutante comum. Ele é um mutante nível Ômega. É um termo usado para designar um Mutante particularmente poderoso. O termo foi utilizado pela primeira vez na série limitada X-Men Forever de 2001. Nenhuma definição mais precisa foi oferecida nos quadrinhos, mas o termo claramente se refere a mutantes extraordinariamente poderosos. Algumas habilidades incluem imortalidade, extrema manipulação de matéria e energia, grandes poderes psiônicos e potencial para existir além das fronteiras conhecidas de nosso mundo físico.

Desde 2001, o termo vêm sendo utilizado para descrever mutantes que possuem poderes além do homo superior, Mr. Immortal, por exemplo, refere-se a eles como homo supreme. O termo é brevemente mencionad no terceiro filme dos X-Men para descrever as habilidades de Jean Grey mas é combinada com números.

Apocalypse considera o Homem de Gelo um dos doze mutantes mais poderosos do mundo. “Gelo?”, você se pergunta. Ele não emana “frio” ou “cria” gelo. Mas ao contrário, ele absorve e dispersa calor. Já que calor é uma forma de enrgia, as habilidades dele podem ser definidas como a habilidade psiônica em manipular energia térmica. Ele pode sobreviver ao frio do espaço. Ele pode reverter a entropia! Mas não estou certo de que ele possui os mesmos em uma manigtude que o faça controlar todo o clima do planeta que é um sistema térmico extremamente complexo e que pequenas alterações poderiam ser catastróficas (como já está aocntecendo).É como se ele fosse as leis da termodinâmica com um personalidade, o que levaria ele a poder controlá-la. De qualquer forma, ele não explora todo o seu imenso potencial. Como mostrado em sagas recentes ele pode se transformar totalmente em energia mas isso lhe causa um custo enorme tanto física quanto psicologicamente, sua mente se dispersa e ele pode perder seu “eu”, que é em essência quem Bobby é. E é exatamente isso que podemos perder graças ao aquecimento global.

Então fica aqui uma boa razão para tomar medidas contra o aquecimento global: Salvem o Homem de Gelo!

Bônus: O mais importante artigo sobre Aquecimento Global que vocês precisam ler em suas vidas.

Eu (não) existo

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Sério. E foi por acaso, ao ler nos feeds, uma postagem no Cardoso. Nerds rules.Descobri que eu estou vivendo em uma espécie de “Clube da Luta” em que eu sou mais ou menos como o Edward Norton: não pego ninguém e nem mesmo sei quem eu sou. Descobri lendo no IDG NOW! e me surpreendi. Duplamente. Primeiro descobri que o 1001 Gatos está na quarta posição como um dos 10 blogs mais populares do país. Cool, hã? Na verdade eu prefiro a minha parte em dinheiro se não for pedir muito.

a lista indica um claro perfil entusiasta de tecnologia na blogosfera, com nada menos menos que seis dos dez melhores colocados se concentrando em internet, gadgets ou nos próprios blogs.

Tenho orgulho de dizer que eu sou dos outros 4. Na verdade ainda estou com a impressão de que logo, logo eles irão reparar algum erro, retirar o link, ou a descrição e simplesmente dizer: “Colocamos aquele blog por engano, foi isso”.

A outra surpresa foi que eu simplesmente descobri que um dos meus grandes debates, além de pensar “o copo está meio vazio ou meio cheio” sempre foi: “Quem sou eu? O que é a consciência? Será que poderia haver um demônio de Descartes que me diz que 2+2=5?”.

o 1001 Gatos de Schrödinger deixa clara a postura alucinógena e um tanto lúdica que o blog tocado pelo Reverendor Ibrahim César, alter-ego do programador Tiago Madeira, assume.

Mesmo sabendo disso, o feitiço não se quebra. Continuo a pensar e a ver o mundo como o Rev. Ibrahim vê, não estou consciente de quando não sou ele. Isso explicaria os desmaios e por que na última festa eu terminei nu no chão sem ter idéia do que aconteceu enquanto todos os outros caras me olharam com olhares de susto. Algo me conforta. Saber que na outra vida eu tenho uma namorada. Resolve um bocado de problemas, sabe?

Agora mesmo, enquanto olho para meus documentos, vejo o nome Ibrahim Cesar. Mas istp não existe. Quero dizer, olhem vocês mesmos, aposto que vão ler Tiago Madeira e tal:

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O que me resta? Ser ou não ser eis a questão…Pros diabos! Viver! E somente viver ultrapassa qualquer entendimento.

Se é sua primeira visita aqui, e quer saber o que diabos eu, Tiago Madeira e Carol Peters aprontamos em nosso primeiro ano, que tal baixar o Volume Um do 1001 Gatos ? É pelo melhor preço possível: grátis. E se você é amarradão em árvores mortas ainda pode imprimir tudo e ler quando quiser.

Tendências Cognitivas ou Enganado Por Si Mesmo

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Algumas pessoas têm medo da psicologia evolutiva. Medo mesmo, com m maiúsculo. Explico: A psicologia evolutiva deixa o homem nu e desarmado de qualquer filosofia, crença ou civilidade e mostra os nossos limites em conhecer, entender e interagir com o mundo. O que essas pessoas têm, na verdade, é que a psicologia evolutiva nos mostra nossos limites. Temem que isso acabe acabando com nossa esperança no progresso da humanidade, dias melhores, etc. Eu gosto da psicologia evolutiva exatamente por nos mostrar nossos limites. Conhecer nossos próprios limites é conhecer o campo onde o jogo é travado. Algumas pessoas entendem limites, regras e leis como sistemas que aprisionam e tornam quem os segue “escravos”.

Ferramentas

O alfabeto ocidental possui 26 letras. Esse é o seu limite. E usamos eles para comunicar literalmente bilhões de coisas diferentes e recombiná-las em sentenças de tal forma que criamos verdadeiras obras de arte em nosso gênero. Nesse exatmo momento estou usando esse sistema para comunicar isso e nem ao menos usei todas as letras disponíveis ou precisei me utilizar de gigantescas combinações da mesma. Seu computador está transformando zeros e uns no que você lê. Toda a internet e tudo mais feito em um computador não passa em seu âmago de zeros e uns. 0 e 1? Isso não seria uma limitação?

É que eles são ferramentas. Ferramentas para nos comunicarmos. Mas eu poderia estar falando de martelos ou facas. O ponto é o seguinte: Por conhecer as limitações de sua ferramenta e dominá-la um chef de cozinha faz aqueles cortes milimetricos e em uma velocidade enorme. Enquanto um idiota como eu apenas cortaria os dedos. Tudo isso para torná-los conscientes de que conhecer nossa natureza é a melhor coisa que podemos fazer para ter alguma paz de espírito.

Tendência 

- Talvez tenha sido involuntário. Algo semelhante a uma predestinação. Como poderia dizer? Não consigo encontrar s palavras adequadas…

- Tendência? – sugeri.

- É isso mesmo: TENDÊNCIA. É o que eu penso. Mesmo que você refaça sua vida, com certeza haverá de repetir as mesmas coisas. Isso é o que se chama propensão. E quando ela atinge um limite, já se torna impossível voltar atrás.

Trecho de “Dance Dance Dance” de Haruki Murakami.

Tendências Cognitivas

Então aprenda algumas tendências cognitivas inerentes ao ser humano (o que significa que você não é imune ou está fora da lista, nem eu)  que podem atingir um certo limite e se tornar impossível voltar atrás. Estar conscientes de desvios de rota faz o caminho ser menos surpreendente em um mal sentido.

Efeito do rebanho — É a tendência a fazer (ou acreditar) em algo por que muitas pessoas fazem ou acreditam naquilo. Não vou citar Nietzsche e a óbvia conexão com a religiã, façam por si mesmos, mas vou citar algo que demonstra a validade disso: Muitas pessoas deixam de comer manga e depois beber leite porque acreditam ser uma mistura fatal.

Tendência da confirmação — Quase 100% dos estudos patrocinados pela indústria do fumo a fim de estudar os efeitos nocivos nas pessoas de seus produtos tendem a amenizar os danos ou desacreditar algumas pesquisas. Tirando o fato óbvio deles pagarem o salário dos cientistas, existe a tendência de procurar ou interpretar as informações de uma maneira tal que confirme os pré-conceitos de alguém. É o grande bicho papão da ciência que a própria ciência busca ignorar.

Déformation professionnelle — É quando as pessoas passam a ver as coisas de acordo com suua profissão, excluindo qualquer outro ponto de vista. É muito comum acontecer isto. Sabe aquele cara que trabalha o dia todo e quando sai para se divertir só fala do trabalho? Minha convivência com estudantes da área de Exatas me levou a ter contato direto com isso: Quem faz Física acha que o mundo todo é objetivo da Física a fazendo uma espécie de rainha da ciência, já que ela estuda os átomos e, por Newton!, tudo é feito de átomos. O pessoal da química já gosta de lembrar que esses átomos estão em constantes transformações e processos e portanto, a Química é quem seria coroada rainha. Mas os matemáticos gostam de lembrar que tanto físicos como químicos descrevem tudo com matemática, que é a propósito, a rainha da ciência.

Tendência da Informação —  Procuramos informações a respeito de algo mesmo que o conhecimento da mesma não afete a ação.

Tendência da Omissão — A tendência a julgar ações danosas como piores, ou menos morais, que omissões igualmente danosas. Como você se sente a respeito desses dois cenários: 1) Eu enveneno uma pequena garotinha lhe dando uma bala envenada ou 2) eu vejo uma criança colocando na boca algo que eu sei ser mortal mas me omito por qualquer motivo. Qual é pior?

Tendência do Status quo —  É a tendência que temos de gostar mais de coisas ou pessoas que permanecem o mesmo.

Tendência do Consumo — Essa é o que move a publicidade: As pessoas tendem a gostar, e logo consumir, produtos que elas conheçam.

Tendência do Estereótipo — É a tendência cognitiva de julgar possuir conhecimento sobre um indivíduo sabendo o grupo social, filiação partidária, etc do mesmo. Afinal mulheres dirigem mal.

Ilusão da transparência — Tendemos a subestimar a capacidade dos outros em nos conhecer e em nossa capacidade em conhecer os outros. Quantos corações essa aqui não quebrou?

Tendência da homogeneidade grupal — Individuos  vêem membros de seu próprio gupo como sendo relativamente mais variados que membros de outros grupos. É por isso que estranhamente esteriótipos sempre funcionam com os outros e nunca com nós mesmos. Afinal, todos os homens dirigem muito bem.

Este foi um pequeno Top 10. Eu nem sequer arranhei a superfície.

Maiêutica

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

“Em princípio achei estranho viver entre os azande e ouvir suas ingênuas explicações de infortúnios que, para nós, têm causas evidentes. Depois de certo tempo aprendi a lógica do seu pensamento e passei a aplicar noções de feitiçaria de forma tão espontânea quanto eles mesmos, nas situações em que o conceito era relevante. Um menino bateu o pé num pequeno toco de madeira que estava em seu caminho — coisa que acontece freqüentemente na África –, e a ferida doía e incomodava. O corte era no dedão e era impossível mantê-lo limpo. Inflamou. Ele afirmou que bateu o dedo no toco por causa da feitiçaria. Como era meu hábito argumentar com os azande e criticar suas declarações, foi o que eu fiz. Disse ao garoto que ele batera o pé no toco de madeira porque ele havia sido descuidado, e que o toco não havia sido colocado no caminho por feitiçaria, pois ele ali crescera naturalmente. Ele concordou que a feitiçaria não era responsável pelo fato de o toco estar no seu caminho, mas acrescentou que ele tinha os seus olhos bem abertos para evitar tocos — como, na verdade, os azande fazem cuidadosamente — e que se ele não tivesse sido enfeitiçado ele teria visto o toco. Como argumento final para comprovar o seu ponto de vista ele acrescentou que cortes não demoram dias e dias para cicatrizar, mas que, ao contrário, cicatrizam rapidamente, pois esta é a natureza dos cortes. Por que, então, sua ferida teria inflamado e permanecido aberta se não houvesse feitiçaria atrás dela?”
(E. E. Evans-Pritchard em “Witchcrafts, Oracles and Magic among the Azande”)

Independente de sua crença ou falta de crença, você leu o texto acima e deve ter gargalhado das explicações ingênuas dos “azande” para fenômenos que a nossa ciência “prova”, assim como o escritor deste excerto. Porém, daqui a alguns anos, com certeza haverá gente rindo da nossa “ignorância” com uma nova filosofia baseada em outras premissas.

Já parou pra pensar nisso?

Tutorial: Descubra como uma pessoa é de verdade

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

O sistema foi desenvolvido por Carl Gustav Jung e fiquei em dúvida se colocava no platô de ciência (nem mesmo utilizado desde o novo 1001 Gatos). Jung foi o cara que introduziu (ou reintroduziu) os arquétipos, memória coletiva entre outros. Ele desenvolveu este teste com base em alguns arquétipos (4 deles), a forma como a pessoa trabalha com eles e os “preenche” é reveladora sobre a personalidade dos mesmos. A pessoa talvez diga que não é da forma que você mostrar (é difícil admitir a verdade), mas até onde eu fiz com amigos meus, mostrou-se verdadeiro. Mesmo que não seja, considere-o mais um jogo de salão, uma curiosidade para entreter os amigos.



Funciona assim:

1. Peça à pessoa que pense em um animal e diga em qual pensou. Vamos dizer que ela disse “Cachorro”. Peça então, para que ela diga 3 associações, palavras, conceitos em relação ao cachorro. No nosso exemplo hipotético a pessoa disse: “Amigo”, “Perigoso”, “Protetor”.

2. Peça então que a pessoa pense em uma cor e novamente diga qual é. “Vermelho” lhe diz. Repita o processo de 3 palavras do anterior: “Sensual”, “Quente” e “Legal”.

3. Faça o mesmo processo desta vez com uma massa d’água; Rios, represas, grandes concentrações de água. Nesta são: “Tiête”; “Sujo”, “Fedido” e “Interessante”.

4. Agora peça para ela se imaginar em uma sala branca, sem janela ou porta. Peça para ela dizer três coisas sobre estar naquela sala. “Paz”, “Solidão”, “Tristeza”.

O que isso significa?

1. O animal é a forma como se vê as pessoas: Amigas, perigosas e protetoras.

2. A cor é como a pessoa se vê: Sensual, quente e legal.

3. A massa d’água é a mais embaraçosa, mas sempre reveladora pois é a sexualidade da pessoa: Suja, fedida e interessante.

4. Paz, solidão e tristeza foi o que associou à Sala Branca que nada mais do que espera da morte.

Nota: Eu usei o teste que fiz com uma semi-desconhecida, eu mesmo achei estranha a forma como ela se vê, pode-se ver ela é uma “que se acha”.

[tags]Jung,teste,tutorial[/tags]

Como debater com fanáticos II

sexta-feira, 11 de maio de 2007

Continuando a saga erística iniciada aqui. Desta vez apresentarei um argumento para ser usado contra ateístas.

ÿ importante ressaltar que ao defender uma divindade é ingênuo invocar a Bíblia. Primeiro, o ateu o desconsidera como prova válida do que quer que seja, eles esperam algo que tenha passado pelo método científico. Seria mais ingenuidade ainda se você descartasse o método científico pois é graças ao mesmo que se possui remédios e toda inovação tecnológica que você adora. Renunciar ao método científico somente se você morar em uma caverna. Há um ramo de pseudocientistas que invocam o design inteligente, mas não aconselho-o a utilizar o mesmo. o argumento aqui apresentado procura uma outra rota, longe das mais comuns que os ateus fanáticos estão cansados de percorrer.

Ateus sempre pedem provas. Sai com este argumento vindo direto de Spinoza: O Universo é teofania. Hã? Ao declarar isso, você dirá que deus é o Universo. Teofania é um termo que designa uma manifestação sensível de uma divindade. A moita pegando fogo de Moisés, o anjo que conversou com Maomé, todas são teofanias. Note que neste caso você estaria dizendo que o deus das religiões é equivocado pois eles o imbuíram de “material humano” como emoções. Eu sou incapaz de pensar em algum argumento a favor de deus sem dar um salto de fé, que foi o meu objetivo aqui. Você igualaria o Universo a deus. ÿ meio estranho orar para o Universo mas que você desconcentraria o fanático, isso com certeza. A respeito do “salto de fé” mostrado acima, este é um conceito do filósofo Kierkegaard. ele dizia que não há nada que justifique a fé, apenas um salto onde você ignoraria as contradições lógicas, morais e da razão. Ou seja, um salto equivale a ignorar.

Einstein inclusive era um dos que acreditavam nesta visão de deus. Muitos argumentam que deus ser tudo é o mesmo que ser nada, mas não deixa de ser uma forma de ver as coisas.

A arte de ter razão (a erística) é muito complexa e cheia de detalhes. Conhecer uma “regra” nunca é suficiente, precisa-se conhecer detalhes e detalhes. Em breve postarei mais a respeito, mas recomendo o livro “A arte de ter razão” com 38 estratagemas para se ter razão de Schopenhauer.

[tags]Schopenahuer,erística,ateus,debate[/tags]

Como debater com fanáticos I

quarta-feira, 9 de maio de 2007

A erística, arte de se ter razão, será discutida profundamente ou ao menos com mais palavras futuramente, esta postagem é apenas um “Guia para lidar com fanáticos”. Será uma pequena série com base nos fracos argumentos lançados por eles.

Primeiro, saiba que ao entrar uma discussão você não vai mudar o ponto de vista do outro. Se você entrar pensando em converter um ateu niilista ou fazer um evangélico renascido dizer que deus não existe, você não está apenas perdendo o seu tempo como o dele. Seu objetivo em uma discussão é claro: Mostrar para a platéia que você está certo. ÿ muito importante ter isso em mente: Não se pode ensinar alguém aquilo que ele acredita já saber.

Agora vamos aos argumentos. NOTA: O 1001 Gatos de Schrödinger coloca esses argumentos apenas como acesso ? informação e conhecimento não instigando ninguém a realmente utilizá-los.

“Nietzsche aceitou Jesus quando estava morrendo!”

Argumento muito, muito comum e bobo. Apresenta numerosas variações: “Basta uma turbulência em vôo para um ateu clamar a Deus”, “No momento de perigo é em deus que qualquer um se pega”, “XXX no leito de morte se arrependeu de ser ateu”. A idéia é a mesma: Em momentos fatais, ao encarar a morte, ateus se voltariam a deus.

Agora por que é um argumento bobo: No livro “Deus, uma biografia” (muito bem escrito), o autor se esquiva de qualquer debate teológico. Ele não quer saber se deus existe e não, mas quer contar a história do personagem deus, que queira um ateu ou não, é o mais influente de todo o Ocidente. Pense em um animal, talvez um porco. Vamos matá-lo, mas nada sem sofrimento como todos sabemos que é feito pelos matadouros, vamos pegar uma faca e cortar metodicamente cada uma de suas patas e deixá-lo sangrá-lo até morrer. Sádico eu sei, mas alguns porcos hipotéticos podem ser mortos pelo bem da ciência.

Ele vai gritar. Muito. Concorda? Talvez nós tenhamos pesadelos depois. Pois bem, ele está clamando por deus. Bem, não exatamente deus mas aquilo que um ateu e QUALQUER pessoa na Terra clama nos momentos fatais, de sofrimento exarcebado, ou críticos. Queremos safar nossos traseiros gordos. Gritamos, deus é apenas uma idéia colocada em nossa cabeça desde criança que pode nos ajudar (é claro que nada ajuda, mas o nosso cérebro está desesperado). Um ateu é uma pessoa que têm não tem meios invisíveis de suporte e que por isso nega qualquer fator sobrenatural, mas ela simplesmente não consegue apagar anos de criação e educação religiosa.

Um ateu que diz “Meu deus…” ao ver uma cena estarrecedora, não é igualmente um contraditório. ÿ apenas a expressão de sua criação e não a demonstração de sua crença e convicção.

E em adição, o que Nietzsche disse foi “Se houver um deus vivo eu estou ferrado”, o que foi um momento de lucidez irônica incrível. Ele o autor de “deus está morto”, aproveita para tirar um sarro de si mesmo.

No próximo “Como debater com fanáticos”, um argumento contra ateus. Sim, você não ouviu errado.

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