Zen To Done em Português

Eu sempre defendi uma cultura livre. Em suas mais diversas formas. Seja o irmão hippie malucão do Copyright, o Copyleft, seja na gangue do Creative Commons, a licença GNU e por aí vai. Licencio minha criação intelectual com ferramentas que permitem uma liberdade maior aos consumidores/produtores. Esse blog já recusou parceria comercial pois teria que proibir a utilização do conteúdo. Não fico pensando em um “mundo perfeito de sol e cultura livre”, penso numa cultura livre,. Agora mesmo. E um grande problema, cultural acho, é que a maioria das pessoas não entende os conceitos e poucos, fora da música, fazem amplo exercício dessas licenças.

Mesmo com mais de 1 milhão de fotos disponibilizadas gratuitamente para uso, a maioria ainda busca imagens no Google Imagens e poste sem qualquer culpa, e depois reclamam da falta de cidadania ou corrupção dos políticos. Cidadania está presente em todo lugar. Sei que é cômodo e muitas vezes vai no piloto automático se isentar da responsabilidade, mas mesmo com ferramentas simples, permanecem cometendo os mesmos erros.

O preâmbulo foi um pouco maior do que eu originalmente planejava. Pois bem, Leo Babauta, autor de blogs como Zen Habits e Write To Done fez um passo bem corajoso e inovador: disponibilizou todo o conteúdo de seu blog e de seu livro, Zen To Done.

Until now, I granted limited permission, mostly for non-commercial use.

Now, I’m granting full permission to use any of my content on Zen Habits or in my ebook, Zen To Done, in any way you like.

I release my copyright on this content.

From now on, there is no need to email me for permission. Use it however you want! Email it, share it, reprint it with or without credit. Change it around, put in a bunch of swear words and attribute them to me. It’s OK. :)

Leo Babauta in Open Source Blogging: Feel Free to Steal My Content

Zen To Done

É um livro de produtividade. É a versão “simples, direto ao ponto, zen” do GTD, Getting Things Done, de um cara chamado David Allen. No Brasil o livro onde o mesmo apresenta seu sistema se chama A Arte de Fazer Acontecer. ZTD é um livro pequeno, traduzido cheio de falhas por mim que o ajudará a ser organizado, menos distraído e mais focado.

Eu resolvi traduzi-lo por dois motivos:

  • Eu escrevi meu livro de ficção, EQM, em 23 dias, e para isso eu criei um “sistema”. Não se trata do ZTD, mas se baseia nas mesmas filosofias básicas. Ainda irei falar melhor do meu sistema no futuro, se ainda não toquei no assunto foi porque eu só usei uma vez, ainda que com relativo sucesso. Como estou passando pela segunda experiência, acredito que poderei falar com maior solidez do mesmo.
  • E colocar em prática a liberdade de uso que o Babauta permitiu. Você pode comprar a versão original em inglês por 9,50 doláres. A versão em português traduzida por mim, pelo melhor preço: grátis.

Baixe agora:

Espero que interesse a alguém :)

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15 comentários para “Zen To Done em Português”

  1. Paulo Ruthes disse:

    Compartilhar conhecimento é o que daria uma chance ao mundo, ainda que somente no âmbito do próprio.

    No stoploudness eu compartilho tudo via by-nc-nd (não quero que distorçam meus leves textos) assim como minhas fotos no Flickr. Sei que de uma certa maneira é restritiva mas eu acredito que estas são coisas muito pessoais e eu gostaria que não existissem obras derivadas delas.

    Com relação a software (ah, ser desenvolvedor) eu acredito em licenças que permitam que você faça o que quiser, como a BSD, ao invés das que restringem um pouco a sua liberdade, como a GNU GPL.

  2. Daniel disse:

    Caro Ibrahim, o que você disse é muito bonito escrito, mas não funciona tão bem na prática. O criador de produtos culturais vai vestir, se alimentar com o que? Vai morar onde?

  3. Ibrahim Cesar disse:

    @ Daniel

    Cometeu o erro mais comum em relação à cultura livre. Não defendo “cultura gratuita”. Cada criador deve achar formas de ganhar dinheiro. Cultura Livre permite pessoas distribuírem seu material, muitas vezes que não comprariam mesmo. O Leo Babauta mesmo, sustenta sua família escrevendo em blogs, mesmo tendo liberado todo seu material.

    E outra, tão rápido quanto é lançado, algo em formato digital pode ser, e será copiado. Defendo uma cultura livre, assim como os criadores podem encontrar meios de rentabilização, mas isso é outro assunto, que em breve discutirei. Mas em nenhum momento se defende cultura gratuita, é um erro comum, mas note bem a diferença, é apenas uma abertura a experimentações que terminam funcionando como marketing.

  4. Evandro Cesar disse:

    Ótima iniciativa! Aposto que o livro vai me ajudar muito pelo que li na sua descrição.

  5. Já devidamente baixado para ler. A quaetão de cultura livre é algo difícil para a maioria das pessoas entender. Mas é a melhor opção. Você citou a música, e atualmente tem muitos autores que optam por distribuir suas músicas livremente. Afinal, eles vão ter um retorno financeiro muito maior dos shows que fazem do que teriam da venda de discos. Um exemplo conhecido no Brasil é o Teatro Mágico. Só que o raciocínio pode servir para outras formas de cultura, também. Um escritor pode dar palestras, ou produzis textos pagos, por exemplo. E todos ganham com a liberdade.

  6. Rev. Beraldo disse:

    Eu estava esperando pelo fim dessa tradução! Melhor que isso foi o livro que me chegou pelo correio ontem: EQM.

    Comecei a ler hoje, e estou na página 23. E gostando muito! hahahahaha

    Como George, não gosto de spoliers, portanto vou calar minha boca pra não falar muito.

  7. Danillo Nunes disse:

    Ibrahim, não acho que você pode falar de cultura livre sem defender, mesmo que indiretamente, a “cultura gratuíta”. Uma está diretamente ligada à outra, pois a liberdade mais básica oferecida pelas licenças livres é a de redistribuição, e essa redistribuição da obra não pode ser monitorada, muito menos cobrada por seu autor.

    Um exemplo recente foi daquele álbum da banda NIne inch Nails. Eles lançaram duas versões do disco: Uma gratuíta e outra que custava 5 dólares e vinha com algumas músicas a mais. Só que ambas tinham uma licença Creative Commons, o resultado é que logo o álbum pago foi lançado num site de torrents. E totalmente de acordo com a CC.

    Não estou dizendo que isso é um mal negócio. Mas acho que essa questão de ganhar dinheiro com cultura livre deve ser melhor discutida.

  8. Fabiano Franz disse:

    >> Eu sempre defendi uma cultura livre. Em suas mais diversas formas.

    Já conheces o literar.org?

    “O portal literar.org é uma comunidade que busca a democratização da escrita, onde qualquer um pode ser um autor literário.”

    Enjoy! ;-)

  9. Tiago Madeira disse:

    Muito legal o livro, ainda mais pra gente displiscente como eu. :) Li as primeiras páginas ontem e comecei a adotar algumas das práticas hoje (ele diz pra adotar uma por mês, mas eu adotei duas, porque deu vontade)

  10. Jeferson disse:

    Obrigado por traduzir e disponibilizar o livro. Tenho certeza que será muito útil pra mim.

    Abraços,

    Jeferson

  11. Daniel disse:

    Cara,

    Acabei de baixar o livro. Estou ansioso para dar uma olhada. Mas, desde já, quero parabenizá-lo pela iniciativa.

    ( http://www.porlitro.com.br – o preço dos combustíveis está aqui!)

  12. Ezio Rodrigues disse:

    Caro Ibrahim, tentei baixar sua tradução do Zen to Done mas não consegui. Pode me ajudar???

    Abraços!!!

  13. Cesar disse:

    Ibrahim, também não estou conseguindo baixar sua tradução do ZTD, você me ajuda?

    Abraços!

  14. Luciana disse:

    Não consigo baixar o livro… poderia me ajudar? Ou mandar um link onde pudesse baixá-lo? Obrigada

  15. Liliane disse:

    Olá, Gostaria muito de ler o livro ” A Arte de Fazer Acontecer”.
    Mas também não consegui baixar o e-booK…
    Pode me mandar por e-mail o link?

    Obrigada!!

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